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É Android? Saiba qual é o sistema usado no multimídia dos carros da BYD

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

byd dolphin mini
Divulgação/BYD

A central multimídia dos carros da BYD é baseada em Android, mas isso não significa que o veículo rode a mesma versão do sistema encontrada em um smartphone.

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A montadora utiliza plataformas próprias para o cockpit, adaptadas às funções do carro e à interface da central, como a família DiLink.

Essa camada de software é responsável por funções de infoentretenimento, aplicativos, conectividade e interação com a tela. Ela funciona separadamente dos sistemas eletrônicos responsáveis por funções essenciais do veículo, como motor, freios e itens de segurança.

DiLink e ICS: os nomes por trás da tela

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DiLink é o nome associado pela BYD à sua plataforma de conectividade e infoentretenimento. Ao longo dos anos, a empresa apresentou diferentes gerações e configurações do sistema.

A BYD também utiliza a sigla ICS, de Intelligent Cockpit System, para suas soluções mais recentes de cockpit. É essa plataforma que fica por trás de boa parte da experiência oferecida pela tela multimídia, incluindo interface, aplicativos e recursos de conectividade.

Por isso, não existe necessariamente uma versão única do sistema em todos os carros da BYD. A interface, os aplicativos disponíveis e os recursos podem mudar de acordo com o modelo, ano de fabricação e versão do veículo.

Android da central não é o mesmo que Android Auto

O Android utilizado como base da central multimídia faz parte do próprio sistema do veículo.

Já o Android Auto é uma solução do Google que conecta um celular Android compatível ao carro e permite acessar, pela tela da central, aplicativos e funções do smartphone, como Waze, Google Maps e Spotify.

Portanto, um BYD pode ter uma central baseada em Android e, ao mesmo tempo, oferecer Android Auto. São duas coisas diferentes.

O mesmo vale para o Apple CarPlay. Ele não é o sistema operacional da central, mas uma plataforma de integração que leva recursos e aplicativos compatíveis do iPhone para a tela do veículo.

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Google Automotive Services chega aos modelos mais recentes

A experiência muda nos modelos que contam com Google Automotive Services (GAS) integrado diretamente à central.

Nesse caso, serviços do Google podem funcionar de forma nativa no próprio veículo, sem depender de um celular conectado pelo Android Auto. Dependendo da configuração, isso inclui recursos como Google Play, Google Maps e Google Assistant.

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O Novo Song Pro DM-i Flex é um exemplo. Segundo a BYD, o SUV tem central multimídia de 12,8 polegadas com Google Automotive Services, além de Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

É uma diferença importante porque, quando os serviços do Google estão integrados ao veículo, o motorista pode utilizar determinados aplicativos e serviços diretamente na central. Nos modelos que não contam com essa integração, a experiência com aplicativos pode depender mais das soluções disponibilizadas pela própria BYD ou da conexão com o smartphone.

Cada montadora segue um caminho

Não existe um único padrão para as centrais multimídia dos carros.

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Algumas fabricantes desenvolvem sistemas próprios para seus veículos. Outras adotam plataformas baseadas em Android Automotive e podem incluir serviços do Google. Também existem carros cuja central depende principalmente de recursos de integração com smartphones, como Android Auto e Apple CarPlay.

A BYD combina diferentes soluções conforme a geração e o modelo do veículo. Por isso, dois carros da marca podem apresentar interfaces e recursos diferentes mesmo quando ambos utilizam uma base Android.

Central também recebe atualizações

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Outro ponto importante é que o software não necessariamente fica igual ao longo da vida do carro.

A BYD distribui atualizações remotas, conhecidas como OTA (over-the-air), para suas centrais. Em junho de 2025, por exemplo, a empresa começou a liberar a atualização Super ICS 3.10, que trouxe mudanças na interface, barra de atalhos personalizável e novos aplicativos nativos, como YouTube e Zoom, além do BYD Arcade.

A atualização foi distribuída gradualmente e também podia ser instalada gratuitamente em concessionárias nos casos em que o veículo não recebesse o pacote automaticamente.

Então, o BYD é Android?

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A central multimídia, em diferentes configurações da linha BYD, utiliza uma base Android adaptada para o ambiente automotivo. Mas isso não significa que todo o sistema do carro seja simplesmente “Android”.

A BYD utiliza diferentes plataformas e camadas de software para controlar o cockpit, o infoentretenimento e a integração com smartphones.

Por isso, é possível encontrar diferenças importantes entre os modelos — especialmente entre veículos com sistemas mais antigos e os mais recentes, que já incorporam serviços do Google diretamente na central.

Confira mais informações sobre o que é o Android Auto.