Novo sistema da Google, Fuchsia ganha site para desenvolvedores

Por Rafael Arbulu | 03 de Julho de 2019 às 09h51

O Fuchsia é real. Bom, tão real quanto possamos suspeitar que seja, já que nesta semana foi lançado, de maneira silenciosa, um site dedicado a desenvolvedores do sistema operacional. Embora a própria Google siga firme em sua política do mais absoluto silêncio sobre o sistema, a chegada da página dedicada adiciona ainda mais peso aos rumores de que a gigante da internet estaria trabalhando no novo sistema operacional.

O site não tem muita coisa: alguns links relacionados à documentação, o template que segue os padrões da maioria das páginas da Google e menções à empresa nos termos de uso e de privacidade, bem como o registro do domínio junto à Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN). Entretanto, a página ainda está “crua”, sem nenhum direcionamento sobre o que é, de fato, o Fuchsia, tampouco o que ele tem de tão diferente em relação ao Android e ao Chrome OS.

Site para desenvolvedores voltados ao Fuchsia é sorrateiramente lançado

Ao menos há um caráter oficial por trás do novo sistema operacional: depois de anos recusando-se a comentar a sua mera existência, a Google finalmente reconheceu o Fuchsia no último Google I/O, em maio. O novo site traz, porém, material que pode empolgar desenvolvedores — sobretudo aqueles especializados em Linux —, mencionando o Zircon, o microkernel que permeia todo o sistema operacional.

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A Google não tem pressa para falar publicamente sobre o Fuchsia, reconhecendo que, embora ele exista e tenha a sua chancela, o sistema operacional está, hoje, mais para um ambiente de desenvolvimento de apps que sinergizem a experiência entre Android e Chrome OS do que um sistema propriamente dito.

De qualquer forma, a chegada de uma página convidativa a desenvolvedores adiciona mais combustível ao debate de seu funcionamento. Interessados podem acessar o site diretamente para começar a brincar com os seus recursos, mas é recomendado o uso de máquinas que tragam recursos suportados pelas ferramentas: alguns exemplos incluem o Acer Switch Alpha 12, o Intel NUC, além, claro do Google Pixelbook.

Fonte: Slashgear; Fuchsia.dev

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