Gmail começa a notificar sobre mudanças na API para aplicativos

Por Felipe Demartini | 28 de Junho de 2019 às 12h59
Tudo sobre

Google

Saiba tudo sobre Google

Ver mais

A Google começou a notificar nesta semana os usuários de aplicativos conectados ao Gmail que deixarão de funcionar no dia 15 de julho, quando a empresa mudará as regras de sua API, a OAuth, para restringir o acesso a recursos, dados e mensagens. Após a data, somente soluções analisadas e aprovadas pela companhia poderão continuar utilizando funcionalidades do serviço de correio eletrônico, desde que se adequem a certas regras.

Isso também significa que usuários poderão perder funcionalidades em softwares reconhecidos, já que o processo de verificação não é tão simples assim. Utilizadores do teclado SwitftKey, da Microsoft, e do serviço SMS Backup+ estão entre os atingidos pelas mudanças e perderão as capacidades do Gmail, algo que, no segundo caso, fará com que o software se torne essencialmente inutilizável.

O problema está no que a Google chama de “acesso apropriado”, que, basicamente, restringe o uso da API do Gmail a aplicativos ligados diretamente a e-mail. O SwiftKey, por exemplo, pode rastrear o histórico de mensagens para entregar previsões de digitação, enquanto o SMS Backup+ fazia o armazenamento automático de mensagens de texto no cliente de correio eletrônico. Ambos, conforme os usuários estão sendo comunicados, deixarão de funcionar no dia 15 de julho.

O maior problema, conforme citado por alguns desenvolvedores, é que o processo de auditoria e aprovação é pago, com valores que podem chegar a até US$ 75 mil sem a garantia de resposta positiva no final. A Google se defende afirmando que o processo existe para garantir a segurança dos usuários e, principalmente, o bom uso das informações, um trabalho complexo que não pode ser feito de graça. Para os responsáveis por apps, principalmente criadores independentes, é também uma maneira de desencorajar a utilização da API do Gmail.

Seja como for, a empresa se compromete a informar individualmente todos os usuários de aplicativos não-autorizados, de forma que ninguém seja surpreendido por uma solução que deixe de funcionar abruptamente. As comunicações devem acontecer por meio da mesma conta usada nos softwares, com uma lista de apps que não mais terão acesso aos dados do serviço.

Fonte: Ars Technica

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.