Fitbit Versa combina recursos fitness em um smartwatch de somente 40 gramas

photo_camera Leonardo Pavini

Se você acompanhou a chegada dos relógios inteligentes, certamente teve algum tipo de contato com (mesmo que apenas leituras sobre) pulseiras inteligentes e outros rastreadores fitness do mercado. A Fitbit, por exemplo, tem ganhado espaço como um desses players, especialmente depois da compra da (finada) Pebble.

O relógio inteligente Fitbit Versa é um dos modelos mais legais da atualidade, e no segundo trimestre de 2018 as vendas do modelo ultrapassaram as da Samsung e Garmin, mesmo combinadas.

Atualmente, o Versa custa de US$ 199 no site oficial da companhia para a versão comum, que é essa aqui que nós testamos. Existe, porém, uma versão especial que conta com NFC e suporte ao Fitbit Pay, além de trazer uma pulseira diferente (junto com a tradicional) por US$ 229.

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Design e display

Na hora de escolher um relógio inteligente pela primeira ou segunda vez, diversos pontos precisam ser compreendidos antes de tomar uma decisão. Isso levando em consideração que um dispositivo do tipo, normalmente, não tem tempo de vida estimado de 12 meses entre uma geração e outra. Ora, o dinheiro investido também precisa ser controlado.

O Versa é um modelo de relógio inteligente que pode atender bem a uma grande parcela de pessoas. Primeiro porque ele pode fazer o acompanhamento de atividades até debaixo d’água; segundo porque é confortável e seu design discreto não tira a atenção das informações importantes que estão na tela.

Criado com uma caixa de alumínio anodizado, o Versa é um dos produtos mais leves do tipo. São aproximadamente 37 gramas já com a pulseira, ou cerca de 23 gramas apenas da caixa. Em tempo, as pulseiras dele seguem o padrão comum (e são de silicone), logo não é complicado fazer a substituição.

Pulseiras do relógio são facilmente substituíveis. (Foto: Leonardo Pavini)

Outro ponto importante no design do Versa é a sua cara “quadrada”, mas com cantos arredondados. Acredite, o relógio se encaixa muito bem no pulso e não incomoda enquanto você o utiliza o dia todo.

Sendo este um dos relógios inteligentes mais simples (esteticamente falando) da Fitbit, compreenderemos este como um ponto positivo. O Versa ainda pode mergulhar numa profundidade de até 50 metros, mas também faz o acompanhamento e rastreamento de suas atividades aquáticas. Devemos lembrar, porém, que não é recomendado nadar com ele na praia.

No geral, a frente do relógio tem apenas o vidro (arredondado nos cantos), o logo da Fitbit bem discreto na parte inferior e um sensor de luz. O primeiro dos botões vem pré-definido para iniciar o app Exercícios, e o segundo inicia o app de Alarmes.

No outro lado, existe apenas um único botão, que é o principal (para voltar menus, acender/apagar a tela). Apertando ele e segurando por alguns instantes, você abre um outro menu rápido para ativar ou desativar as notificações, escolher o método para ligar a ela e, por fim, controlar as músicas.

O display LCD de 1,34 polegada, de formato quadrado, adota a resolução de 300 x 300 pixels. Ele tem cores vibrantes, é responsivo ao toque e tem brilho de até 1.000 nits. Em suma, a visualização é boa mesmo sob luz solar e nós não tivemos problemas nesse quesito, o que em partes não elimina uma outra questão.

Manter a tela do Versa ligado 100% do tempo necessitaria um tipo de tecnologia diferente para que o seu display não sugasse toda a energia. Por isso, se fazem válidos os movimentos com o pulso para mostrar e esconder o horário. Parcialmente incômodos (imagine um ônibus lotado como exemplo), você também pode tocar no display ou apertar o botão principal do lado esquerdo para fazer isto.

Nota do analista: existe um app de Lanterna no Versa, que eleva ao máximo o brilho da tela com um fundo branco. Quer dizer, a menos que você REALMENTE precise de uma lanterna na hora, o Versa não será de grande ajuda como tal.

Usabilidade, recursos e apps

A natação é uma das práticas permitidas e rastreáveis pelo Fitbit Versa. (Foto: Leonardo Pavini/Canaltech)

O software do Versa, proprietário da Fitbit e em sua versão 2.0, não esconde muitos segredos. Os menus são claros, os gestos são simples e os botões não são complicados. Existem recursos como o Run Detect, que detecta quando você precisou fazer aquela pausa depois de correr uma eternidade. O mesmo acontece na natação ou enquanto você pedala.

Esse rastreamento do seu status de movimento é visto com precisão quando você, finalmente, chega em casa toda noite e vai tirar um soninho. Considerando a inatividade e a diminuição de frequência cardíaca, por exemplo, ele consegue mensurar e registrar os dados de sono com facilidade.

Para quem procura um bom dispositivo para acompanhar as atividades físicas, existem opções interessantes; você pode acompanhar e rastrear as seguintes atividades:

  • Corrida;
  • Ciclismo;
  • Natação;
  • Esteira;
  • Levantamento de peso (BPM);
  • Repetições com intervalos (temporizador);
  • Treinamentos (BPM).

Ao final dos exercícios (e também na aba "Hoje", deslizando de baixo para cima), você verá um resumo com informações como a frequência cardíaca máxima em batimentos por minuto (BPM), mas também com a média de batimentos durante o exercício em si, além de dados como distância percorrida e uma barrinha de progresso do treinamento.

Você talvez sinta falta de um sistema GPS integrado, algo que só seria possível de controlar com o smartphone no bolso.

Outros dois pontos que precisam ser comentados aqui são os aplicativos e watchfaces. A App Gallery, loja de aplicativos da Fitbit, ainda é muito “enxuta” e, de fato, traz poucas opções. Por outro lado, os mostradores estão em grande quantidade, mas não são tão simples assim.

A grande maioria dos watchfaces não têm visual agradável, embora existam dezenas de outros muito funcionais e que trazem informações claras. No entanto, você precisa escolher apenas um de cada vez, e sem a possibilidade, até então, de favoritar os seus prediletos.

Outros recursos, como para encontrar o seu smartphone, não estão por aqui. Mas a pior experiência, mesmo, foi tentar sincronizar músicas com ele. Primeiro porque o Deezer é o único aplicativo com suporte e nem todo mundo usa o Deezer; depois porque o pareamento é complicado e cheio de etapas. Enfim, é mais fácil sair para correr ouvindo os próprios passos.

Para sincronizar músicas com o Versa, é preciso também mantê-lo conectado à energia. (Foto: Leonardo Pavini/Canaltech)

Ainda em tempo, o relógio tem 2,5 GB de armazenamento, e outro limitador de opções é o fato de sincronizar apenas playlists.

A maneira como as notificações são apresentadas são bem bacanas, especialmente com o Gmail. Para mensagens de texto ou de apps como WhatsApp, entretanto, especialmente falando da segunda opção, as coisas não são tão simples, pois não existe um sistema para pré-programar respostas rápidas.

Mas, ainda sobre as notificações, a resposta em vibração do Versa se mostrou versátil, não incômoda e diversificada, então fica aqui mais este ponto positivo do relógio.

Conectividade e bateria

O próprio relógio salva na sua memória detalhes dos últimos 30 dias de uso, dados estes que são compartilhados com sua conta da Fitbit. Esta, porém, é a parte legal da coisa: se você trocar de smartphone, basta baixar o aplicativo (compatível com Android e iOS), fazer login na sua conta e continuar usando.

Com os seus dispositivos, o Versa se conecta via Bluetooth 4.0 e carrega conexão Wi-Fi (n). O aparelho também conta com acelerômetro (3 eixos) e giroscópio (3 eixos), altímetro e SpO2, além dos tradicionais de luz e vibração. Ele também conta com NFC para o Fitbit Pay, embora seja um recurso apenas da edição especial.

A Fitbit garante que o Versa permaneça ligado por 4 dias em uso, embora isto seja muito subjetivo. Foi então que decidimos dividir o teste em duas partes: a primeira utilizando recursos de conectividade o tempo todo e fazendo o monitoramento de exercícios; e a segunda apenas monitorando coisas mais simples.

Parte interna do relógio carrega sensores de acompanhamento cardíaco e conectores do carregador. (Foto: Leonardo Pavini/Canaltech)

O nosso resultado para a primeira opção foi de exatamente 4 dias de autonomia com o Bluetooth ligado o tempo todo. Na segunda etapa, porém, é que os resultados foram melhores. O Versa ficou com média de autonomia de 7 dias, chegando, por vezes, ao oitavo dia em uso. Mas isso, claro, considerando o rastreamento de passos e monitoramento do sono, e sem o Bluetooth ligado.

Neste caso, o Fitbit Versa conseguiu conquistar bem a adoção de quem busca um relógio inteligente com visual discreto, porém bonito, e com recursos importantes. O tempo de recarga é de aproximadamente 2 horas (com um conector proprietário), mas quando é convertido em praticamente 170 horas de uso, mostra uma qualidade arbitrária do mesmo.

E nós dizemos “qualidade arbitrária” levando em consideração outros modelos com duração estimada de 20+ dias.

O que achamos?

Fitbit Versa é, atualmente, uma opção rica que une os dois mundos dos wearables. (Foto: Leonardo Pavini/Canaltech).

O negócio é que o Fibit Versa é, de fato, um relógio inteligente muito legal. Só que ainda existem alguns pontos que incomodam no produto:

  1. Sem GPS integrado;
  2. A transferência de músicas é complicada;
  3. Quantidade limitada de aplicativos.

Por outro lado, aqui vão alguns pontos positivos do Versa:

  1. Design bonito, leve e confortável;
  2. Display brilhante;
  3. Proteção contra água até 50 metros.

Neste ponto, fica fácil entender que o Versa é uma opção boa que mescla características de uma pulseira fitness com a cara de um relógio inteligente, como o Apple Watch ou o Fitbit Ionic. Só que com preço mais atraente, o que é muito mais legal.

Neste caso, a menos que você precise de recursos como atender/realizar chamadas e de muito mais aplicativos, aqui está uma das melhores opções da atualidade para quem busca relógios inteligentes. Em conversão direta, o valor do relógio, desconsiderando todos os impostos de importação, custaria em média R$ 750.

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