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Contar passos no smartwatch realmente mede sua saúde ou é só marketing?

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Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Ivo Meneghel Jr/Canaltech

O monitoramento de atividades físicas virou parte da rotina de muita gente. Basta um olhar rápido para o pulso para conferir quantas calorias o corpo gastou ou a distância percorrida no dia.

Entre todas as métricas disponíveis, a contagem de passos reina absoluta. A famosa meta de 10 mil passos diários se tornou um padrão para quem busca uma vida mais ativa e saudável.

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Essa popularidade levanta uma dúvida importante sobre a real eficácia do método. Afinal, esses números refletem saúde de verdade ou servem apenas como uma ferramenta de marketing para vender mais aparelhos?

Como o relógio conta os passos

A tecnologia por trás dessa contagem depende de um sensor chamado acelerômetro. Ele detecta a aceleração e o movimento do dispositivo em três eixos diferentes.

Algoritmos processam esses dados para traduzir o movimento em informação na tela. O objetivo do software é diferenciar um passo real de um simples gesto para pegar um copo d'água.

Nem sempre essa distinção ocorre de forma perfeita. A posição do relógio no braço e o tipo de movimento realizado influenciam diretamente na interpretação feita pelo sistema.

Testes realizados em ambientes controlados, como laboratórios, costumam mostrar resultados satisfatórios. O cenário muda bastante quando o usuário sai para o mundo real e realiza suas tarefas cotidianas.

Movimentos aleatórios podem enganar os sensores com facilidade. Quem gesticula muito ao falar ou dirige em estradas esburacadas pode notar uma contagem extra e irreal no final do dia. Neste último caso, alguns relógios inclusive chegam a reconhecer o movimento como a prática de ciclismo

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A inconsistência também varia bastante entre os modelos disponíveis. Dispositivos premium tendem a ter sensores mais calibrados e algoritmos refinados para filtrar o ruído de dados irrelevantes.

Passos não contam a história toda

Caminhar traz benefícios inegáveis para o corpo humano. Estudos associam a prática regular à redução de riscos cardiovasculares e a uma melhora significativa na circulação sanguínea.

Porém, o número de passos isolado funciona apenas como um indicador de movimento. Ele não substitui dados diretos e cruciais como a frequência cardíaca ou a capacidade respiratória do usuário.

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Métricas mais avançadas buscam cruzar essas informações para entregar algo valioso. A relação entre batimentos cardíacos e passos oferece um panorama muito mais detalhado sobre o condicionamento físico real.

Limites da tecnologia

É preciso entender que nem todo movimento conta como passo para fins de saúde. Da mesma forma, passos não medem força muscular, flexibilidade ou a intensidade do exercício realizado.

A contagem deve servir como um guia referencial e não como uma verdade absoluta médica. Ela funciona de maneira ideal quando combinada com outras informações fornecidas pelo relógio inteligente.

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Para quem busca sair do sofá, o contador se mostra uma ferramenta valiosa. Já para atletas que buscam performance, ele representa apenas uma pequena peça de um quebra-cabeça muito maior.

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