Celulares dobráveis vivem novo momento no mercado de smartphones
Por Samir Vani | •
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Os smartphones dobráveis, que são celulares mais compactos, fáceis de transportar e com mais de uma tela (em alguns casos, viram displays enormes!), já são o objeto de desejo de milhões de consumidores. Segundo dados da consultoria Fortune Business Insights, esse mercado deve saltar de 41,4 bilhões de dólares este ano para 115,8 bilhões em 2034! Já as vendas globais têm a previsão de crescimento de 20% em 2026, segundo a Counterpoint Research.
A evolução desse tipo de equipamento nos últimos anos consolidou a transição dessa categoria de um "nicho experimental" para o centro das estratégias de dispositivos premium das grandes fabricantes, como Samsung e Motorola, que estão ampliando seus portfólios de aparelhos “foldables”.
O foco do setor se deslocou dos modelos compactos em formato de "concha" (clamshell) para os dispositivos no formato de "livro" (book-type), que oferecem telas maiores e designs cada vez mais finos, leves e com vincos menos aparentes.
Além das melhorias físicas de durabilidade e engenharia de dobradiças, o grande salto recente tem sido na otimização de software e no amadurecimento dos ecossistemas. As fabricantes investiram pesado para aprimorar a experiência em telas grandes, focando em ferramentas de produtividade, consumo de mídia e multitarefa avançada.
Embora os dobráveis ainda representem uma fatia pequena do mercado global de celulares (menos de 2% de todo o mercado de smartphones em 2025, segundo dados da Counterpoint), eles se tornaram cruciais para a lucratividade das marcas, que utilizam esses modelos topo de linha para garantir margens de lucro mais atraentes e fidelizar consumidores dispostos a pagar por inovação e exclusividade.
Modelos mais acessíveis
Para quem gosta do modelo Flip (em formato de concha, que dobra verticalmente e ficam compactos, como a linha Motorola Razr ou o Samsung Galaxy Z Flip), já é possível identificar uma queda significativa nos preços dos equipamentos. Com o aumento da concorrência e o ganho de escala na produção, os valores desses modelos caíram de forma consistente.
Hoje, um bom celular flip, como o Razr 60 da Motorola, por exemplo, com tela dobrável de 6,9" pOLED e externa 3,6”, já pode ser adquirido no Brasil por menos de R$ 3.400, um valor que é quase metade do que era cobrado por um dobrável no país há dois anos. Ou seja, já deixou de ser algo inacessível para se tornar um sonho possível, principalmente quando se pensa em uma compra parcelada.
O que vem por aí
Nos próximos anos, os novos smartphones dobráveis serão impulsionados por engenharia de ponta e materiais aeroespaciais, resultando em dispositivos muito mais finos e leves, com telas externas maiores e displays internos rígidos que praticamente eliminam o incômodo do vinco central.
Essa evolução física será combinada com processadores de última geração e baterias mais eficientes, transformando esses aparelhos em potências voltadas para a produtividade com inteligência artificial multitarefa.
Por fim, as restrições de espaço que antes limitavam a fotografia serão superadas, permitindo a integração de câmeras verdadeiramente topo de linha com sensores avançados e zooms de longo alcance, consolidando os dobráveis com capacidade para serem verdadeiros escritórios móveis, sem abrir mão de um design altamente refinado.
Veja também o teste que o Canaltech fez para saber se um celular dobrável aumenta a produtividade e confira o melhor celular dobrável de 2025, eleito pela nossa equipe de especialistas.