Samsung declara "emergência" mesmo com Galaxy S26 fazendo sucesso; entenda
Por Bruno Bertonzin |

A Samsung impôs um sistema de gestão de emergência para sua divisão móvel (MX). A decisão da cúpula sul-coreana responde à forte pressão financeira sobre o setor, mesmo com a procura recorde pelos novos Galaxy S26 no mercado global.
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A medida ocorre após decisões semelhantes nas divisões de TVs e eletrodomésticos no último ano. Até então, o setor de smartphones era o único pilar de alta performance dentro do grupo Device Experience, mas o cenário mudou com a forte pressão sobre as margens de lucro.
O principal motivo para a crise é a chamada "chipflation", ou o aumento desenfreado no preço de semicondutores. Em apenas um ano, o custo de chips de memória subiu mais de 850%. Esse fator eleva drasticamente o custo de fabricação de cada unidade, sem que a empresa consiga repassar todo o valor ao consumidor.
Além dos componentes, fatores macroeconômicos como a instabilidade no Oriente Médio encarecem o frete global. Com o aumento no preço do petróleo, os custos logísticos para a distribuição mundial de aparelhos tornaram-se um fardo adicional para o balanço financeiro da marca.
Dados internos indicam que a Samsung gastou quase 100 trilhões de wons em matérias-primas em 2025, um salto de 8,8% em relação ao ano anterior. Para conter o prejuízo, a diretoria ordenou uma redução de custos de 30% em todas as suas unidades de negócio de forma imediata.
Analistas de mercado preveem uma queda acentuada no lucro operacional da divisão móvel para 2026. A expectativa é que o montante recue de 12,9 trilhões de wones para cerca de 5 trilhões de wones, com riscos reais de perdas operacionais caso a pressão sobre os insumos não diminua.