Operadora do Trump muda termos e pode nunca lançar celular do presidente dos EUA
Por Nathan Vieira • Editado por Léo Müller |

A operadora do Trump alterou os termos de pré-venda do T1 Phone e agora admite que o celular pode nunca ser lançado oficialmente. A mudança gerou novas dúvidas sobre o futuro do aparelho, anunciado inicialmente como um smartphone premium “feito nos Estados Unidos”. Clientes que pagaram US$ 100 (R$ 491) de depósito para reservar o produto passaram a descobrir que a empresa não garante mais nem a fabricação do dispositivo.
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No último mês de abril, foi anunciado que o celular do Trump está de volta, agora com novo design e câmera de 50 MP. O projeto foi apresentado em junho de 2025 como parte da expansão da Trump Mobile para o setor de telecomunicações.
A proposta incluía, além de um smartphone próprio, uma operadora para competir com gigantes como T-Mobile, Verizon e AT&T.
Novos termos aumentam dúvidas sobre o T1 Phone
Segundo os novos termos publicados pela Trump Mobile, o pagamento do depósito não representa uma compra garantida do aparelho. O texto afirma que a reserva oferece apenas uma “oportunidade condicional” caso a empresa decida futuramente comercializar o dispositivo.
A companhia passou a declarar explicitamente que não garante o início da produção nem o lançamento comercial do T1 Phone. Caso o projeto seja cancelado, a empresa promete devolver os valores pagos pelos consumidores mediante solicitação ao atendimento.
A mudança contrasta com as promessas iniciais da marca, que indicavam lançamento para setembro de 2025. Desde então, o cronograma foi adiado diversas vezes sem confirmação oficial de uma nova data.
Mudanças no design e especificações
O celular do Trump também passou por várias reformulações visuais desde o anúncio. Em versões iniciais, o aparelho apareceu com imagens semelhantes ao iPhone 16 Pro e posteriormente ao Galaxy S25 Ultra, ambos editados em dourado.
Mais recentemente, executivos da Trump Mobile mostraram um novo design do T1 Phone com acabamento dourado, detalhes inspirados na bandeira americana e câmera principal de 50 MP. A empresa afirma que o modelo terá identidade visual própria e foco em um público conservador e nacionalista.
Polêmica sobre fabricação nos EUA
Outro ponto que gerou críticas foi a origem da fabricação do aparelho. No lançamento, o T1 Phone foi divulgado como um celular “Made in America”. Com o tempo, a empresa abandonou essa expressão e passou a utilizar frases mais vagas, como “American-Proud Design”.
A mudança alimentou especulações de que o smartphone pudesse ser fabricado fora dos Estados Unidos, possivelmente na China. Posteriormente, veio à tona que o “celular do Trump” não é feito nos EUA mas tem “valores americanos”.
Fonte: Android Authority