Operação apreende 4 mil celulares Xiaomi ilegais na região central de SP

Por Claudio Yuge | 27 de Junho de 2020 às 07h30
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Embora seja fácil encontrar um smartphone mais barato com vendedores ambulantes e em shoppings populares, muitos desses produtos não estão regularizados — portanto, a venda é ilegal, já que promove concorrência desleal junto aos importadores e deixa de recolher impostos para o Brasil. Uma operação conjunta da Receita Federal e a Prefeitura de São Paulo apreendeu 4 mil aparelhos na região central da capital paulista, na quinta-feira (25).

A força-tarefa batizada de “De onde fala” visa coibir a comercialização de celulares novos de origem ilícita na cidade. O material foi coletado na Galeria Pagé, no bairro Brás, e está avaliado em R$ 8 milhões, de acordo com a Receita Federal. Toda a carga foi especificamente da marca Xiaomi.

Divulgação/Receita Federal

Uma das razões do alvo ser somente a Xiaomi nessa ação seria o fato dos dispositivos da chinesa serem encontrados facilmente por preços menores no Paraguai, o que facilita aos vendedores chegar a preços atraentes para os brasileiros. Um modelo novo que aqui normalmente custaria entre R$ 1,5 mil e R$ 1,9 mil, por exemplo, pode ser comprado no país vizinho a R$ 900, em média, e ser negociado por aqui a R$ 1,3 mil — mas de forma ilegal, sem recolhimento de taxas.

Além da perda das mercadorias apreendidas, os responsáveis pelas lojas devem ser enquadrados pela Receita Federal no crime de descaminho, que, de acordo com o Código Penal, é basicamente não pagar impostos. A pena pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa.

Fonte: G1  

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