Mate 30 reduz ainda mais a dependência da Huawei de empresas dos Estados Unidos

Por Rubens Eishima | 15 de Maio de 2020 às 21h00
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Ficha técnica

Pouco mais de um ano após o início das sanções do governo Donald Trump à Huawei, a empresa chinesa continua sua marcha para reduzir a dependência de componentes norte-americanos. O site Nikkei Asian Review encomendou um inventário de peças do Huawei Mate 30 que identificou apenas 1% do valor total dos componentes usados no aparelho tendo origem nos Estados Unidos.

No sentido contrário, o valor dos componentes chineses aumentou de 25% para 42%, em comparação com o Mate 20 Pro. O valor dos componentes norte-americanos no modelo anterior representava 11% do total do aparelho.

Análise identificou que apenas o vidro usado no Mate 30 veio dos EUA (imagem: Nikkei Asian Review)

O processo de substituição de componentes importados ganhou impulso após as sanções econômicas dos Estados Unidos, que teve um novo capítulo nesta sexta-feira (15), após novas medidas para cortar o suprimento de chips da Huawei. A empresa chinesa depende da taiwanesa TSMC para fabricação de seus processadores mais avançados, relação que o governo Trump procura encerrar indiretamente.

A Huawei está proibida de fechar negócios com empresas dos Estados Unidos até 2021, com algumas exceções liberadas pelo Departamento de Comércio do país. Entre as empresas que não podem negociar com a chinesa está o Google, o que impede que a Huawei ofereça os aplicativos da norte-americana em aparelhos lançados desde o início das sanções.

A resposta da Huawei ao banimento de apps como Google Play, YouTube e Google Maps de seus aparelhos tem duas frentes: a primeira é o relançamento de aparelhos já existentes com leves modificações, mantendo os aplicativos, enquanto a segunda é o desenvolvimento de sua própria família de apps, o Huawei Mobile Services.

A dependência da TSMC também é algo em que a empresa trabalha. No começo do mês, a Huawei comemorou o lançamento do chip básico Kirin 710A, fabricado pela empresa chinesa SMIC. Apesar do avanço, as opções de fabricação da SMIC (14 nm) ainda estão duas ou três gerações atrás da TSMC e Samsung Foundry, que já fabricam chips em 5 nm.

Fonte: Nikkei Asian Review

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