iPhone dobrável será difícil de comprar, mas o problema não é o preço
Por Bruno Bertonzin |

Quem tem planos de adquirir o primeiro iPhone dobrável da Apple pode encontrar sérias dificuldades para garantir o aparelho, mas o grande empecilho não será o preço elevado. De acordo com o analista Ming-Chi Kuo, o modelo deve sofrer com uma forte escassez de estoque logo após o anúncio oficial.
Kuo afirma que a empresa conseguirá produzir entre 500 mil e 1 milhão de unidades logo após o lançamento, previsto para o fim do terceiro trimestre de 2026. O volume inicial é considerado bastante baixo para os padrões da marca, que pretende acelerar o ritmo de fabricação para alcançar cerca de 8 milhões de unidades até dezembro.
Essa lentidão na linha de montagem ocorre por causa do design inovador do suposto iPhone Ultra, que traz novos desafios de engenharia. A situação relembra o lançamento do iPhone X, que enfrentou atrasos parecidos na época devido à adoção da tela OLED de ponta a ponta, do notch e do sistema TrueDepth do Face ID.
Mesmo com a previsão de um preço salgado de até US$ 2.500, o interesse do público deve continuar alto. Segundo Kuo, conversas com operadoras, canais de venda e revendedores indicam que o celular deve esgotar imediatamente na pré-venda, com prazos de entrega superiores a seis semanas, o que pode elevar os preços no mercado de revenda.
Embora a Apple mantenha o projeto sob sigilo absoluto, pistas recentes no sistema operacional reforçam a expectativa de lançamento do dispositivo. A versão de testes do iOS 27 traz códigos inéditos com termos que mencionam o ângulo de abertura e o estado de dobra, além de uma variável relacionada ao número total de telas integradas ao aparelho.
Os rumores apontam que o modelo terá uma tela externa de 5,5 polegadas e um display interno flexível de 7,8 polegadas. O componente deve utilizar uma placa metálica perfurada a laser sob o painel para distribuir melhor a tensão gerada pela dobra e reduzir a aparência do vinco na tela. Apesar do problema de escassez, outro rumor aponta que a Apple quer vender 10 milhões de iPhones dobráveis.
Fonte: Engadget