Celulares explodindo? Marca processa influencers por fake news
Por Léo Müller |

A Motorola confirmou ao Canaltech nesta sexta-feira (17) que entrou com uma ação judicial contra influenciadores que divulgaram conteúdos alegando que celulares da marca estariam explodindo na Índia. Segundo a empresa, as publicações traziam informações “comprovadamente falsas” e teriam potencial de gerar alarme público e confundir consumidores.
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O caso ganhou repercussão após um informante publicar no X (antigo Twitter) que uma fabricante de smartphones havia processado mais de 300 criadores de conteúdo no país asiático.
A informação rapidamente gerou debate nas redes sociais, com parte dos usuários interpretando a medida como uma tentativa de censura a avaliações negativas. A Motorola, no entanto, nega essa leitura e afirma que a ação é direcionada exclusivamente a conteúdos fabricados.
Em posicionamento oficial, a empresa diz que feedbacks legítimos — sejam positivos ou negativos — continuam sendo bem-vindos. O foco da ação, segundo a marca, está em publicações que afirmavam a ocorrência de explosões ou incêndios em situações que “jamais ocorreram”.
Impacto na reputação da marca
A companhia também argumenta que esse tipo de conteúdo pode impactar diretamente a tomada de decisão de consumidores, além de prejudicar a reputação da marca com base em informações incorretas. Por isso, a medida judicial foi adotada como forma de conter a disseminação dessas alegações.
Apesar da repercussão, a Motorola afirma que não pretende limitar a atuação de reviewers ou criadores de conteúdo. A empresa ressalta que eventuais problemas reais com produtos devem ser tratados por meio dos canais oficiais de suporte, com resolução “rápida e justa”.
Ao Canaltech, a Motorola informou que ainda está avaliando o alcance da ação e reconheceu que criadores podem ter sido impactados indevidamente no processo. Nesse caso, a empresa declarou que pede desculpas e que deve revisar eventuais excessos à medida que o caso avança.
No Brasil, casos de smartphones explodindo são relativamente comuns e acontecem geralmente por mau uso ou durante reparos. Em Goiás, por exemplo, um aparelho explodiu enquanto um técnico trocava a bateria em 2025.