Celular robô x celular desmontável: qual será inovação mais importante de 2026?
Por Redação |

Depois de anos focada em melhorias invisíveis de software, a indústria de smartphones começa a redescobrir o hardware. Durante a Mobile World Congress (MWC), duas propostas chamaram atenção por irem na contramão do design tradicional: um celular que se move sozinho para filmar o usuário e outro que pode ser desmontado e reconfigurado conforme a necessidade.
- Qual é o melhor celular até R$ 2.000 para comprar em 2026?
- 6 recursos que só existem em celulares da Samsung
A primeira aposta vem da Honor, que apresentou um conceito de smartphone com sistema mecânico integrado capaz de transformar o aparelho em um verdadeiro operador de câmera.
O celular que se move sozinho
Em gravações comuns, o enquadramento depende totalmente da estabilidade e da atenção do usuário. A proposta da Honor elimina essa limitação ao incorporar um sistema de gimbal motorizado dentro do próprio telefone.
Na prática, o dispositivo utiliza micromotores para se movimentar fisicamente — girando sobre superfícies — enquanto algoritmos de inteligência artificial mantêm o alvo centralizado.
“A ideia é que o smartphone deixe de ser apenas um dispositivo passivo e passe a atuar de forma ativa na captura de imagem”, explica Adriano Ponte durante a demonstração.
O resultado é um aparelho que corrige tremores e enquadramento em tempo real, sem depender da intervenção constante do usuário.
“Ele literalmente acompanha o usuário sozinho, ajustando o enquadramento de forma automática”, detalha.
Esse tipo de abordagem sugere uma mudança importante: o smartphone deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a assumir parte da operação criativa.
O celular que você monta
Se a Honor aposta em movimento, a Tecno segue o caminho oposto — o da modularidade.
A empresa apresentou um conceito de smartphone desmontável que tenta resolver um problema antigo do mercado: a obsolescência.
Hoje, trocar um componente específico — como câmera ou bateria — geralmente exige a substituição de todo o aparelho. A proposta da Tecno é inverter essa lógica.
“A ideia é transformar o celular em uma plataforma modular, onde o usuário adiciona apenas o que precisa”, explica Ponte.
O conceito é baseado em um chassi ultrafino que funciona como base. A partir dele, módulos são acoplados por conexões magnéticas e pinos de alta velocidade.
Isso permite, por exemplo:
- Adicionar uma bateria extra quando necessário;
- Trocar o conjunto de câmeras por lentes mais avançadas;
- Adaptar o aparelho para diferentes usos ao longo do dia.
“Em vez de trocar de celular, você troca apenas partes específicas do hardware”, resume.