Apple certificará lojas terceirizadas que fazem reparos em iPhones

Por Felipe Ribeiro | 29 de Agosto de 2019 às 13h30
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A Apple anunciou que começará a verificar as lojas terceirizadas que fazem reparos em iPhones, ampliando o número de locais que podem consertar os gadgets da marca de maneira "oficial". A empresa afirmou que oferecerá a essas autorizadas as mesmas "peças genuínas, ferramentas, treinamento, manuais de reparo e diagnóstico" que os seus Provedores de Serviços Autorizados. No papel, significa que qualquer loja verificada e aprovada poderá oferecer reparo de bateria e tela com a bênção da Maçã.

O programa é gratuito e, para participar, as lojinhas precisam ter um técnico "certificado pela Apple", que pode obter essa certificação gratuitamente. Aparentemente, a empresa está fazendo um teste com lojas independentes em todo o mundo, que estão recebendo peças genuínas para uso. A Maçã diz, ainda, que terceiros podem adquirir as peças e ferramentas pelo mesmo preço que os provedores de serviços autorizados atuais.

O COO da Apple, Jeff Williams, diz que a mudança permitirá que as lojas menores tenham direito aos mesmos equipamentos de reparo e ferramentas que as autorizadas oficiais. Isso, segundo ele, ajudará a melhorar a confiança dos usuários, ratificando que estão recebendo um serviço confiável sem ir a uma loja oficial da Apple ou a um de seus representantes. Por enquanto, o programa está limitado a "reparos fora do prazo de garantia do iPhone", portanto se o seu iPad ou Macbook quebrar, ele ainda precisará ser enviado de volta à Apple.

No início deste ano, a Apple também disse que estava trabalhando com a Best Buy para garantir que o Geek Squad, o braço de suporte da varejista, pudesse oferecer reparos no mesmo dia. Provavelmente, isso também é um reflexo do aumento nas pessoas que optam por substituir as baterias do telefone quando a empresa reduziu o preço para US$ 29 (R$ 120,64, na cotação atual). Durante o período de desconto, 11 milhões de pessoas pagaram por uma substituição da peça.

Cedeu à presssão

A expansão do programa de reparo é uma decisão esperada há muito tempo pelo mercado, já que a Apple recebia (e ainda recebe) muitas críticas sobre como lida com os reparos do iPhone. A empresa tentou frustrar os programas de reparos de terceiros, tornando seus smartphones menos funcionais depois de corrigidos. Isso incluía, por exemplo, um aviso de uso de bateria que não fosse original e, até mesmo, de telas que não fossem genuínas.

Relaxar essa política e permitir que terceiros resolvam problemas corriqueiros do iPhone é um bom começo, especialmente se isso resultar em queda de preços e dispositivos mais duradouros.

A Apple ainda não confirmou se os Macbooks e iPads entrarão nesse esquema. Até o momento do fechamento desta matéria, não obtivemos confirmação se o programa de certificação também será feito no Brasil.

Fonte: Engadget , com informações da Apple

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