Novo CEO da BlackBerry comenta sobre sua estratégia para a empresa

Por Redação | 05 de Novembro de 2013 às 13h05

Há alguns dias, a venda da BlackBerry era certa. Acumulando prejuízos, a empresa canadense estava na mira de algumas possibilidades de compra e chegou até mesmo a receber uma carta de intenções enviada pela Fairfax Financial que, atualmente, possui 10% das ações. No entanto, essa situação se transformou completamente após a chegada de John Chen como "chefe" interino, na última segunda-feira (04).

Em entrevista concedida à Reuters, Chen destaca que "a empresa possui ingredientes suficientes para construir um negócio a longo prazo" e arremata: " já fiz isso antes e já vi esse mesmo filme antes". O novo CEO se refere à sua experiência no comando da Sybase, empresa de software que produz serviços e produtos relacionados ao gerenciamento de informação. Chen assumiu o cargo com a empresa perdendo dinheiro, em 1998, e a vendeu para a SAP, em 2010, por U$5,8 bilhões.

Outra matéria veiculada pelo site The Register afirma também que a intenção de vender a BlackBerry ainda permanece, mas a ideia é conseguir um valor mais interessante do que os U$4,7 bilhões oferecidos pela Fairfax que, no final das contas, mostrou-se incapaz de cumprir com a proposta. Porém, depois dessa mudança de estratégia, o plano de reestruturação consiste na injeção de um bilhão de dólares na companhia enquanto o novo CEO faz o seu trabalho e coloca tudo nos eixos. No entanto, ainda de acordo com matéria da Reuters, esse processo deve levar, ao menos, um ano e meio.

Expectativas

Agora, com essa guinada na companhia, existe um forte questionamento sobre se a estratégia utilizada por Chen na Sybase irá funcionar de forma satisfatória na recuperação da BlackBerry. E soma-se a esse fator a insistência do novo chefe na necessidade de manter a BB trabalhando com seu setor de smartphones, já que analistas afirmam que a empresa vale mais em partes do que como um todo.

O movimento da BlackBerry não agradou a todos, já que a desistência da venda à Fairfax fez com que suas ações caíssem 16% na segunda-feira. Agora é esperar para ver se a mágica do CEO será repetida mais uma vez e se a BlackBerry conseguirá retornar ao seu lugar de destaque no segmento de telefonia móvel.

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