9 coisas que o iPhone perdeu e que vão deixar saudades
Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller |

A Apple costuma ajustar o iPhone a cada geração, muitas vezes de forma tímida. Mas, ao longo de gerações, muita coisa mudou: alguns recursos ganham melhorias, enquanto outros são deixados de lado em nome do design, da inovação ou do impacto ambiental. O resultado nem sempre agrada a todo mundo.
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Muitos dessas tecnologias, sejam botões físicos, materiais ou até mesmo a caixinha do produto, criaram uma identidade para o smartphone. Relembramos nove mudanças que a Apple fez ao longo dos anos e que, de alguma forma, deixaram saudades nos usuários.
Confira 9 recursos que o iPhone perdeu:
- O botão de silenciar (Mute Switch);
- As laterais curvadas e confortáveis;
- As versões Plus e mini;
- O carregador na caixa;
- A traseira sem câmeras saltadas;
- A gaveta para o chip (SIM card);
- A traseira de alumínio;
- O Touch ID;
- A cor (Product)RED.
1- O fim do Mute Switch
Por mais de uma década, o "Mute Switch" foi uma marca registrada do iPhone. O pequeno botão físico na lateral permitia silenciar o aparelho de forma tátil, sem nem precisar tirá-lo do bolso. Era um recurso simples, mas bem funcional e amado pelos usuários.
Nos modelos Pro recentes, a Apple substituiu o mute switch pelo "Botão de Ação", que é programável, mas perdeu a simplicidade do "liga/desliga" do som.
A remoção do componente eliminou uma conveniência. A checagem tátil para saber se o celular estava no silencioso era instantânea. Agora, é preciso ligar a tela para verificar o status, o que quebra a fluidez do uso no dia a dia.
2- As laterais curvadas
Até o iPhone 11, os modelos tinham laterais arredondadas. Esse design, embora visualmente menos "moderno" que o atual, tinha uma vantagem clara: a ergonomia. O celular se encaixava perfeitamente na mão, e a pegada era confortável por longos períodos.
A partir do iPhone 12, a Apple retomou o design de laterais retas e angulares, inspirado no clássico iPhone 4. Embora o visual seja considerado mais bonito e premium por muitos, ele sacrificou o conforto. As "quinas" do aparelho podem incomodar na mão após algum tempo.
Na última geração, a Apple voltou a usar a lateral mais curvada, e agradou a parcela de usuários que prefere o conforto que essa característica traz, sem abrir mão de um visual premium.
3- Aposentadoria das versões Plus e mini
Por anos, a Apple tentou acertar o tamanho ideal. Tivemos o iPhone 12 e 13 mini, perfeitos para quem buscava um celular topo de linha realmente compacto. Também tivemos os iPhones 14, 15 e 16 Plus, que oferecia a tela grande do Pro Max por um preço menor.
Ambos os formatos foram aposentados. O "mini" não vendeu o esperado, e o "Plus" deu lugar ao iPhone Air na geração atual. O modelo foca em um design ultrafino, mas para isso faz cortes de recursos, como na capacidade da bateria e versatilidade em câmeras.
A Apple eliminou as opções para quem gostava de extremos: o muito pequeno e o "grande mais acessível". Agora, a linha é mais unificada, mas quem busca um celular compacto e potente ficou sem opção.
4. O carregador na caixa
Essa é uma das mudanças mais sentidas no bolso do consumidor. A partir do iPhone 12, a Apple removeu o adaptador de tomada da caixa, com a justificativa de reduzir o lixo eletrônico e o impacto ambiental.
A intenção ambiental é válida, mas a medida forçou milhões de usuários a comprar o acessório separadamente, já que muitos não tinham um carregador USB-C compatível. Para quem compra um iPhone pela primeira vez, o gasto extra é inevitável.
A "saudade" aqui é da conveniência de comprar um produto e ele estar 100% pronto para o uso, sem a necessidade de uma compra adicional. A experiência de "unboxing" ficou menos completa e satisfatória para quem amava a sensação de tirar vários acessórios da caixa.
5- Módulos de câmera protuberantes
A cada ano, as câmeras do iPhone ficam melhores, mas isso tem um custo físico. Os módulos de câmera, especialmente nos modelos Pro, estão cada vez maiores e mais saltados. O iPhone 16 e 17 Pro levaram isso ao extremo.
O resultado é um celular que não fica mais plano sobre a mesa. Ele balança ao ser tocado, e irrita quem gosta de usar o aparelho apoiado. Além disso, o "calombo" da câmera é a primeira coisa a arranhar ou bater.
Faz falta a época em que o celular tinha uma traseira lisa, como no iPhone 5s, ou um "calombo" mínimo, como no iPhone 8. O design era mais limpo e funcional para o uso em superfícies. Mas este é o preço necessário a se pagar para ter um smartphone com sensores mais eficientes.
6- A gaveta para o chip (SIM card)
A transição para o eSIM, o chip digital, é um caminho sem volta. Nos Estados Unidos, os iPhones já não têm a gaveta física para o SIM card há algumas gerações. No Brasil, os modelos mais novos seguem essa tendência e se tornam cada vez mais comuns.
O chip físico oferece uma simplicidade que o eSIM ainda não alcançou. Trocar de celular era tão fácil quanto tirar o chip de um e colocar no outro. Em viagens internacionais, comprar um chip pré-pago local era prático.
O eSIM depende das operadoras, e o processo de ativação ou transferência ainda é burocrático e, por vezes, confuso. A remoção da gaveta tirou o controle e a simplicidade das mãos do usuário. Vale destacar que, até mesmo no Brasil, o iPhone Air não tem versão com gaveta para o chip.
7- O fim da traseira de alumínio
O iPhone 7 foi o último modelo topo de linha a usar um corpo inteiramente de alumínio. Esse material era leve, durável, não quebrava como o vidro e oferecia uma sensação tátil muito agradável, além de esconder marcas de dedo.
A partir do iPhone 8, a Apple adotou a traseira de vidro para viabilizar o carregamento com MagSafe. Embora o vidro, e mais recentemente o titânio nas bordas, seja considerado mais "premium", ele é mais frágil e um ímã para marcas de dedo.
A tranquilidade de usar um celular que não trincaria a traseira inteira em uma pequena queda faz falta. O alumínio era mais robusto e prático para o uso diário, e muitas vezes dispensavam o uso de capinha.
8- A remoção do Touch ID
O Touch ID, leitor de impressão digital no botão Home, era um sistema de biometria rápido, confiável e que funcionava em qualquer situação. A Apple o abandonou nos modelos principais em 2017, com o iPhone X, para dar lugar ao Face ID e a uma tela "infinita".
O Face ID é seguro, mas tem suas falhas. Ele não funciona bem com o celular apoiado na mesa ou de certos ângulos. Muitos usuários sentem falta da praticidade do Touch ID: desbloquear o celular discretamente com o polegar enquanto o tira do bolso era um gesto natural.
9- O fim da versão (Product)RED
Por muitos anos, a cor (Product)RED foi uma das mais icônicas da linha. Além de ser um vermelho vibrante e muito bonito, a compra dessa versão significava que parte do valor seria destinada ao Fundo Global de combate a pandemias.
Nas últimas gerações, a Apple parece ter aposentado essa parceria em seus modelos principais. As paletas de cores dos iPhones 16 se tornaram mais sóbrias, e o vermelho forte e característico desapareceu. Apenas no iPhone 17 a marca retomou o uso de cores mais vibrantes com o laranja na linha Pro.
A versão (Product)RED não era apenas uma cor bonita; era uma "compra com propósito". A remoção dela tira uma opção de cor ousada do portfólio e também encerra uma longa parceria de filantropia que era uma marca da empresa.
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