5G deve chegar a 1 bilhão de conectados em 2022, prevê relatório

Por Rubens Eishima | 04 de Junho de 2020 às 08h55
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Enquanto a GSM Association prevê que as conexões 5G chegarão a 20% do total em 2025, um relatório da firma de consultoria CCS Insight avalia que a popularização da tecnologia será ainda maior, atingindo 25% das conexões daqui a cinco anos. Antes disso, a barreira de um bilhão de conexões será alcançada já em 2022.

China seguirá liderando a adoção do 5G (imagem: CCS Insights/reprodução)

Apesar de as redes de nova geração estarem disponíveis atualmente em apenas 17 países, a consultoria prevê uma forte recuperação do mercado de celulares já em 2021, após uma queda estimada em 13% neste ano, alavancando a tecnologia 5G.

A popularização do 5G deve ser impulsionada não apenas pelos países onde a tecnologia chegará, como também pelo lançamento de celulares cada vez mais acessíveis compatíveis com a nova geração.

Fabricantes como a MediaTek, Samsung e Qualcomm se encontram em uma competição silenciosa para oferecer mais e mais processadores 5G em suas linhas de entrada. Alguns componentes, caso do Dimensity 820 e do Exynos 880, já foram anunciados em celulares intermediários que devem chegar em breve às lojas.

“Nós veremos os preços dos aparelhos compatíveis [com o 5G] caírem mais rápido do que o esperado, uma tendência que será fundamental em tornar o 5G mais acessível para mais pessoas”, disse a vice-presidente da CCS Insight, Marina Koytcheva.

A nova geração de telefonia móvel deve ser impulsionada especialmente na China, casa da Huawei, onde a consultoria prevê que as conexões 5G ultrapassem a marca do bilhão em 2024. Em 2020, a CCS prevê que o número de aparelhos 5G no país supere os 100 milhões.

Apesar do cenário otimista para os smartphones, a tão falada promessa do 5G para o mercado IoT (Internet das Coisas) deve ser impactada, de acordo com a análise da consultoria, especialmente entre as implementações pensadas para as “cidades inteligentes”, enquanto governos e empresas se adaptam e reagem aos efeitos negativos da pandemia da COVID-19.

Fonte: TechRadar e GSMA (PDF)  

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