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1º celular 100% controlado por IA ganha data de lançamento; o que já sabemos

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Divulgação/Nubia
Divulgação/Nubia

O primeiro smartphone que promete ser 100% controlado por um agente de inteligência artificial (IA) está a caminho e já tem data para ser lançado. O aparelho é desenvolvido pela marca Nubia, subsidiária da ZTE, e será apresentado entre os dias 17 e 20 de julho, durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) de 2026, em Xangai.

A confirmação foi feita por Ni Fei, vice-presidente sênior da ZTE e presidente da divisão de dispositivos móveis, em uma publicação realizada na rede social Weibo. Segundo ele, a apresentação do flagship vai mostrar ao mundo o que é, de fato, um “smartphone movido a IA”.

Em linhas gerais, o aparelho — que ainda não teve o nome revelado — abandonará a abordagem tradicional que integra recursos de IA isolados. O objetivo da fabricante será entregar um agente que já sai de fábrica integrado ao sistema do dispositivo, a fim de lidar com diversas tarefas no lugar dos usuários.

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A expectativa é de que o celular seja controlado por uma versão do assistente de IA generativa da ByteDance, empresa controladora do TikTok, chamado Doubao. Um modelo anterior da fabricante, o Nubia M153, foi lançado já com o assistente em questão e chegou como uma prévia do futuro aparelho, esgotando seu lote inicial de 30 mil unidades no primeiro dia de vendas.

IA com integração profunda com o sistema

O grande diferencial esperado com o novo smartphone da Nubia é que seu agente de IA tenha uma integração profunda com o sistema operacional. Com isso, o assistente vai conseguir interpretar comandos em linguagem natural e executá-los de forma totalmente independente nos aplicativos, sem depender de plataformas de IA externas.

Um exemplo prático da atuação da IA deve acontecer na compra de passagens aéreas. O agente terá a capacidade de interagir com os apps relacionados, comparar preços dos voos, preencher os dados de reserva e concluir o pagamento em nome do usuário, sem intervenção manual.

A execução dessas tarefas será viabilizada devido a uma arquitetura baseada em interface gráfica de usuário (GUI, na sigla em inglês) e um modelo de linguagem de grande porte executado localmente. Essa combinação permite ao agente visualizar e operar a tela do celular, dispensando o uso exclusivo de APIs de aplicativos.

Falando nessa tecnologia, você pode conferir o comparativo que o Canaltech realizou para verificar se o iPhone agora edita fotos com IA melhor que Galaxy.

Fonte: Gizmochina