Zoom: veja dicas que protegem suas reuniões de invasões “zoombombing”

Por Ramon de Souza | 21 de Agosto de 2020 às 22h30
Zoom

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), a plataforma de videoconferência Zoom explodiu em popularidade por ser uma das ferramentas mais acessíveis para a realização de reuniões remotamente. Contudo, com a fama, também surgiram algumas reclamações a respeito da segurança cibernética do software, que virou alvo constante de ataques de criminosos.

Um dos principais problemas é o chamado "zoombombing" — o ato de invadir uma chamada com o único objetivo de interrompê-la compartilhando conteúdos indevidos. Trata-se de um fenômeno tão comum que, recentemente, até mesmo o pré-candidato a vereador de São Paulo, William De Lucca, teve uma de suas reuniões invadidas por um agente malicioso que transmitiu imagens de pornografia infantil.

Embora o Zoom esteja aprimorando cada vez mais a segurança de seus aplicativos, alguns tipos de invasão ainda dependem principalmente de certas atitudes e configurações do próprio usuário. Sendo assim, Fabio Assolini, analista de segurança sênior da Kaspersky do Brasil, decidiu compartilhar algumas dicas importantes para blindar suas reuniões e evitar incidentes de zoombombing, seja na esfera pessoal, profissional ou educacional.

Senhas e recursos de segurança

As primeiras recomendações são praticamente universais: ao começar a usar a plataforma, opte por uma senha forte e ative a autenticação de dois fatores (2FA), garantindo assim que ninguém entre em seu perfil por força bruta. Tente também tornar público o seu ID de reunião pessoal (gerado no momento do cadastro), visto que, através dele, qualquer pessoa consegue encontrar uma sala criada por você.

É essencial tomar cuidado com os links de reuniões, evitando compartilhá-los em ambientes abertos como grupos de redes sociais. Envie-os apenas para quem realmente deve participar da chamada, e proteja-a com uma senha para evitar que terceiros entrem de penetra. Vale lembrar também que o Zoom possui uma funcionalidade de “Sala de Espera”, na qual um indivíduo só pode participar da conferência caso tenha sua entrada aprovada.

Imagem: Divulgação/Zoom

Outra recomendação importante de Assolini é preferir usar a interface do programa para navegadores em prol da instalável. “Os vários aplicativos clientes do Zoom demonstraram uma variedade de falhas. Algumas versões permitem que hackers acessem a câmera e o microfone do dispositivo; outros permitem que sites adicionem usuários a chamadas sem o consentimento deles”, explica.

É válido ressaltar que muitos criminosos distribuem falsos instaladores do Zoom recheados com malwares, o que é mais um motivo para você evitar o uso desses softwares locais. Porém, se não houver jeito, pelo menos tente instalar o app no menor número de gadgets que for possível.

A melhor alternativa?

Por fim, por mais que o Zoom seja uma ferramenta robusta e prometa entregar criptografia ponta-a-ponta em todas as chamadas, há dúvidas se a comunicação realizada através da plataforma seja realmente tão segura assim. No caso de conversas delicadas sobre assuntos altamente sigilosos, é sempre melhor optar por serviços mais confiáveis como Threema e Signal.

Fonte: Kaspersky

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