Zoom tem uso proibido por mais duas gigantes multinacionais

Por Rafael Arbulu | 16 de Abril de 2020 às 10h05
9to5Google

Diante das crescentes preocupações com segurança e privacidade de informações, mais duas empresas anunciaram a proibição do aplicativo de videochamadas Zoom pelos seus funcionários: a gigante industrial alemã Siemens e o banco britânico de investimentos Standard Chartered (popularmente chamado de “StanChart”).

Em ambos os casos, as empresas emitiram memorandos assinados pelas respectivas diretorias, “recomendando” que funcionários evitassem utilizar o aplicativo durante o período de quarentena causado pelo avanço do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que forçou várias companhias do mundo a dispensarem o trabalho presencial e implementar o regime remoto de execução de suas funções — o popular “home office”.

No caso do Standard Chartered, o Google Hangouts também foi mencionado no memorando. Vale citar que o banco emprega mais de 86 mil pessoas e tem operações em 70 países, enquanto a Siemes conta com cerca de 385 mil colaboradores em mais de 200 nações.

As duas empresas são apenas as mais recentes adições em uma lista de “banimentos internos” que o Zoom vem sofrendo ao redor do mundo: nas últimas semanas, a Tesla Motors e o Google também pediram que seus funcionários evitassem o uso do app, enquanto o Brasil viu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir que seus colaboradores fizessem uso do software.

Zoom: app de videochamadas vem sendo cada vez mais rechaçado pelas empresas devido a preocupações com a segurança da informação

O bom que ficou ruim

Declarar o novo coronavírus e sua doença derivativa (COVID-19) como “pandemia global”, algo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na primeira quinzena de março, poderia ter representado um caso de sucesso para o Zoom, já que a empresa homônima por trás do app viu um enorme crescimento de adoção de usuários que, de repente, se viram na necessidade de uma solução rápida e simples para conduzir reuniões virtuais.

Entretanto, diversos problemas com questões de segurança e privacidade acabaram expostos, forçando a empresa em uma posição mais apologética à medida que novas descobertas nada favoráveis apareciam na mídia.

Recentemente, o Zoom anunciou a paralisação do calendário de desenvolvimento de novas funções, concentrando todos os esforços da equipe técnica na solução dos problemas apresentados. O CEO da empresa, Eric Yuan, chegou a estabelecer um comitê independente de segurança, que conta com a consultoria de especialistas do setor, como o ex-chefe de segurança (CSO) do Facebook, Alex Stamos.

Fonte: Techradar

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