Transformação digital e LGPD impulsionam mercado de cibersegurança

Transformação digital e LGPD impulsionam mercado de cibersegurança

Por Colaborador externo | Editado por Patrícia Gnipper | 15 de Junho de 2021 às 10h00

Por Alexandre Tibechrani, General Manager Latam da Ironhack*

A pandemia do COVID-19 trouxe diversos desafios às companhias, principalmente, quanto à digitalização. Ao mesmo tempo em que as empresas migraram para o modelo de trabalho remoto, também foi implementada a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que aumentou a demanda por soluções de cibersegurança para armazenamento de documentos em nuvem e busca por soluções de segurança e privacidade.

A LGPD entrou em vigor em setembro do ano passado e tem como finalidade a proteção de dados pessoais. A lei se aplica a toda operação de tratamento de informações pessoais realizada por empresas privadas, órgãos públicos e pessoas físicas, seja em ambiente online ou offline, independentemente do país onde estes responsáveis pelo tratamento estejam alocados ou do local dos dados. As corporações que violarem essas diretrizes podem receber multas, que chegam a até 2% do faturamento da organização, limitadas a R$50 milhões — uma das justificativas para o aumento na procura por profissionais que compreendam as normas aplicadas.

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Dentro deste cenário de maior regulação, o mercado segue aquecido como nunca. Segundo o levantamento do Cybersecurity Worldforce Study, mesmo com o segmento empregando 2,8 milhões de profissionais em dez países, o déficit global chega a 4 milhões, com maior lacuna na região da Ásia e Pacífico (2,6 milhões), seguida pela América Latina, que conta com mais de 600 mil postos de trabalho não preenchidos. 

O Brasil conta com a segunda maior força de trabalho em cibersegurança, atrás apenas dos Estados Unidos. Mesmo assim, o boom desse mercado em âmbito nacional é recente, tendo em vista que a atividade criminosa virtual cresceu nos últimos anos e escancarou a vulnerabilidade de empresas e instituições de todos os portes. Por isso, a demanda pelo desenvolvimento de profissionais competentes e especializados no assunto foi, e ainda é, tratada com caráter de urgência.

O crescimento da procura  por este tipo de profissional está ligado ao maior uso da tecnologia no dia a dia durante o isolamento social e à necessidade das pequenas e médias empresas em manter sua operação funcionando e entrar de forma rápida no comércio online. Com altos executivos trabalhando remotamente ou outras redes externas, sem a segurança adequada, dados pessoais e corporativos das empresas ficam expostos, facilitando ataques de profissionais que buscam brechas nesses sistemas, os chamados crackers. Um bom analista de cibersegurança, contratado como um hacker ético, será o responsável por evitar tais ciberataques em uma empresa, compreender as vulnerabilidades e ameaças do sistema, e construir um programa de segurança.

Desta maneira, hoje mais do que nunca as empresas devem se preocupar com a cibersegurança. Não é mais um tópico somente das grandes empresas, mas sim de todas, independente do tamanho ou segmento. Além dos evidentes prejuízos financeiros, os impactos de uma violação de segurança podem ocasionar na perda de reputação e credibilidade de uma empresa, prejudicando sua imagem interna e externamente.

*Alexandre Tibechrani é General Manager Latam da Ironhack, escola global de tecnologia e programação presente no Brasil e em outros oito países.

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