"Startup do Crime": hackers criam plataforma com IA para checar cartões roubados
Por Jaqueline Sousa • Editado por Jones Oliveira |

Uma plataforma ilegal de checagem de cartões de crédito foi descoberta pela empresa de cibersegurança Swarmy em plena atividade no Brasil.
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Chamada “E-Fraud”, a plataforma opera a partir de um servidor cujo IP está localizado nos Estados Unidos e funciona como um hub de crime digital. Entre os serviços oferecidos, o principal é a verificação de cartões que foram obtidos de maneira ilegal.
Outro ponto que chamou a atenção dos especialistas foi a interface da plataforma, que apresenta um visual sofisticado que aponta para o uso de inteligência artificial (IA). A organização dos dashboards também parece ter envolvimento de IA para permitir uma maior integração do sistema e de gateways de pagamento.
Crime organizado online
Como muitos serviços criminosos na web, o E-Fraud também opera com base em um sistema de monetização, usando um modelo de créditos com pacotes que variam entre R$ 100 por 100 créditos e R$ 4 mil por 10 mil créditos. A plataforma ainda traz um ranking de performance, “consagrando” os usuários que possuem mais de 250 cartões validados.
O hub ainda oferece bônus de 50% em depósitos e QR Codes para transações Pix, facilitando a camuflagem do direcionamento do dinheiro, que vai para uma empresa localizada em São Paulo. A tática sugere um esquema organizado para esconder o rastro financeiro, dificultando sua detecção.
Além disso, o serviço permite testes simultâneos e customização de fluxos, com resultados que chegam em tempo real.
Marketing de ponta
Para conquistar a atenção dos usuários, a plataforma conta com a ajuda de uma estratégia de marketing sofisticada, que usa IA para levar um tom profissional ao esquema.
Esse efeito é conquistado devido a utilização do modo de síntese de voz em vídeos institucionais que simula o padrão seguido por empresas de software legítimas. O objetivo é garantir que o criminoso acredite que a plataforma vai oferecer agilidade e automatização de processos na hora de verificar um cartão fraudado.
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Fonte: CISO Advisor