Rede interna do Tesouro Nacional é vítima de sequestro digital

Rede interna do Tesouro Nacional é vítima de sequestro digital

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 16 de Agosto de 2021 às 18h10
Divulgação/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério da Economia confirmou que a rede interna da Secretaria do Tesouro Nacional foi vítima de um ataque de ransomware na última sexta-feira (13). Os efeitos do ataque, que consiste em criptografar arquivos e pedir resgates em dinheiro para desbloqueá-los, ainda estão sendo investigados pela Polícia Federal e por especialistas em segurança.

“Nesta primeira etapa, avaliou-se que a ação não gerou danos aos sistemas estruturantes da Secretaria do Tesouro Nacional, como o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) e os relacionados à Dívida Pública”, declarou o Ministério da Economia em nota. O governo prometeu que vai divulgar novas informações sobre o caso no futuro, mas não detalhou uma previsão de quando isso pode acontecer.

Nesta segunda-feira (16), a Secretaria do Tesouro Nacional afirmou em uma nota conjunta com a B3 (operadora da Bolsa de Valores Brasileiras) que o ataque não afetou “de forma alguma” as operações do Tesouro Direto, software que permite que pessoas físicas comprem e vendam títulos da dívida pública. Até o momento, não há detalhes sobre quem foi responsável pela ação, tampouco informações sobre um possível pedido de resgate.

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Imagem: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

“Os efeitos da ação criminosa estão sendo avaliados, neste primeiro momento, pelos especialistas em segurança da Secretaria do Tesouro Nacional e da Secretaria do Governo Digital”, afirma a nota divulgada pelo Ministério da Economia. “Novas informações sobre o assunto serão divulgadas tempestivamente e com a devida transparência”, prometeu o órgão.

Tendência de ataques ao poder público

Os ataques realizados contra a Secretaria do Tesouro Nacional seguem uma tendência mundial na qual o poder público se torna cada vez mais um alvo atraente para cibercriminosos. O Brasil já foi cenário de ações semelhantes em um passado recente — em novembro de 2020, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) foi alvo de um ataque cibernético que o deixou totalmente inoperante durante algum tempo.

O caso também se tratou de um ataque do tipo ransomware, resultando no sequestro de mais de 1,2 mil serviços, incluindo máquinas virtuais. A ocasião também foi marcada por ataques contra o Ministério da Saúde e contra a Secretaria de Economia do Distrito Federal, que suspendeu temporariamente as atividades da rede GDFNet para evitar a extração de dados.

Fonte: CNN Brasil, G1

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