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Proteja suas férias: como funciona o golpe da falsa agência de viagens

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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(Imagem: Danilo Berti/Canaltech)
(Imagem: Danilo Berti/Canaltech)

Em períodos de recesso e férias, é comum aproveitar para dar aquela esticada nas pernas na praia, montanha, interior ou qualquer ponto turístico do seu gosto. Os golpistas, no entanto, também aproveitam o período para direcionar os esforços e criar sites falsos, clonados à perfeição a partir dos oficiais, bem como páginas de fachada para roubar os dados e dinheiro das vítimas.

O golpe da falsa agência de viagens começa já na busca: anúncios patrocinados são colocados nos buscadores como o Google, frequentemente com ofertas agressivas, como “resort all-inclusive por preço irrisório”.

Gatilhos mentais de escassez e urgência, como “últimas vagas”, também são comuns, forçando o pagamento rápido, sem pensar. Em seguida, os golpistas somem, dando “ghosting” e bloqueando os canais de comunicação. A vulnerabilidade explorada não fica no software, mas sim no comportamento do usuário.

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Como saber que a oferta é falsa?

A melhor arma para evitar cair no golpe da falsa agência de viagensé a atenção. Se o preço oferecido tem um desconto muito absurdo, aplique a lógica de mercado: acima de 50% ou mais sobre a tarifa original é algo economicamente insustentável para agências legítimas, então desconfie imediatamente.

Caso seja exigido pagamento por Pix ou transferência para CPFs, também fique cético: agências sérias aceitam cartão e possuem no mínimo uma conta PJ.

Sites de agência falsos também possuem aparência profissional, com infraestrutura que transparece legitimidade. Não confie apenas no visual. A dica é usar ferramentas de inteligência de código aberto (OSINT) para descobrir mais sobre a empresa: procure, por exemplo, o Cadastur, também conhecido como “RG do turismo”, que confere a identificação da companhia.

Convém, ainda, consultar o CNPJ no sistema do Ministério do Turismo e verificar se o status é “Regular”. Se não aparece no site, alerta vermelho. Também faça uma análise “Whois”, que revela a idade do site ou domínio. Caso a agência prometa ter anos de estrada, mas seu domínio foi criado há duas semanas, certamente é uma fraude: confira isso em registro.br ou whois.com.

O HTTPS na barra de endereços pode garantir a criptografia da conexão, mas não dá idoneidade à empresa, então não dependa apenas disso. Fique atento para clones: URLs que imitam sites grandes de viagem, como o Decolar, costumam usar variações do original, como “decolar-ofertas-br.com”, por exemplo.

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Faça sua própria busca no Google, evite os links patrocinados e verifique qual é o endereço real da agência, verificando se há promoções oficiais por lá.

Caí no golpe: o que perdi e o que fazer

Além de possivelmente perder valores em dinheiro, cair em um golpe do tipo dá aos golpistas o pacote completo de informações sobre você, como nome, CPF e endereço. Isso é usado para alimentar bancos de dados na dark web, abrir contas laranjas e solicitar cartões de crédito fraudulentos, por exemplo.

Através do Mecanismo Especial de Devolução, você pode tentar reaver o valor pago no Pix via banco, mas, como os golpistas transferem tudo rapidamente, é difícil recuperar o dinheiro perdido. O melhor a fazer é registrar um boletim de ocorrência nesse momento, bloquear quaisquer cartões usados e trocar a senha dos sites que podem ter feito parte do processo de compra.

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A melhor defesa, não custa repetir, é o ceticismo: sempre verifique duas vezes antes de comprar, por vários meios, e pesquisando o histórico da empresa. Melhor do que demorar para comprar e perder uma promoção é não cair em golpes e ficar sem dinheiro e sem viagem.

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