Piores malwares de setembro: Emotet continua liderando e Valak inaugura na lista

Por Ramon de Souza | 14 de Outubro de 2020 às 23h40
Reprodução/ThisIsEngineering (Pexels)

Como de praxe, os pesquisadores da Check Point acabam de divulgar o seu Índice Global de Ameaças, relatório mensal que lista os malwares mais populares e perigosos utilizados por criminosos cibernéticos ao redor do globo. Ao longo do último mês de setembro, o trono de ouro seguiu sendo do Emotet — uma botnet que é amplamente empregada para distribuir outros tipos de vírus, sendo, na maioria das vezes, inofensiva por si só.

O destaque fica para o estreante Valak, que nunca havia figurado no ranking e já chegou em nono lugar. Identificado pela primeira vez em 2019, o malware originalmente também só servia para entregar outras cargas maliciosas; porém, nos últimos meses, ele ganhou novos recursos para roubar informações pessoais e espionar empresas através da coleta de dados do Microsoft Exchange.

Vale observar também que o Qbot, trojan bancário que apareceu pela primeira vez na lista do mês passado em décimo lugar, já subiu para a sexta posição em apenas um mês. Ele é capaz de roubar credenciais bancárias e vigiar suas conversas no Microsoft Outlook, criando campanhas de phishing altamente realistas usando como base conversas reais que você está tendo com seus contatos.

“Essas novas campanhas que espalham o Valak são mais um exemplo de como os atacantes visam maximizar seus investimentos em formas comprovadas de malware. Com as versões atualizadas do Qbot que surgiram em agosto, o Valak se destina a permitir o roubo de dados e credenciais em grande escala de organizações e indivíduos”, explica Maya Horowitz, diretora de inteligência de ameaças & pesquisa e produtos da Check Point.

“As empresas devem considerar a implementação de soluções antimalware que possam impedir que esse conteúdo chegue aos usuários finais e orientar seus funcionários a serem cautelosos ao abrir e-mails, mesmo quando eles parecem ser de uma fonte confiável”, finaliza a executiva.

Fonte: Check Point

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