Open Banking: confira as 4 principais dúvidas sobre a segurança do sistema

Open Banking: confira as 4 principais dúvidas sobre a segurança do sistema

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 19 de Novembro de 2021 às 22h00
Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O open banking, novo conjunto de regras bancárias para instituições financeiras, está na terceira fase de implementação no Brasil. Porém, como qualquer novidade tecnológica, o novo sistema bancário conta com riscos, e, por conta da alta dos crimes virtuais em 2021, a população acaba tendo dúvidas sobre a segurança da nova plataforma bancária.

Sabendo sobre os riscos e os questionamentos da população, a Zippi, fintech de crédito, compartilhou esclarecimentos sobre às quatro dúvidas mais frequentes da segurança e funcionamento do open banking. Confira a seguir:

O open banking é seguro?

O Banco Central cuida da segurança do open banking. (Imagem: Reprodução/Banco Central do Brasil)

A segurança do open banking é garantida pelo Banco Central (Bacen ou BC), órgão responsável por supervisionar todo o sistema. O órgão regulador definiu regras rígidas que as instituições bancárias participantes precisam seguir e todas são fiscalizadas e multadas caso não estejam de acordo com alguma norma do sistema.

Algumas das condições de segurança exigidas pelo BC são: acompanhar e controlar o compartilhamento de dados e serviços; seguir regras de responsabilização da instituição e de seus dirigentes e implementar políticas de segurança cibernética.

Os meus dados serão públicos?

Quando um cliente aceita participar do open banking, os seus dados só serão acessados por instituições financeiras participantes da iniciativa e autorizadas pelo BC.

Além disso, no open banking os clientes têm controle para transferirem as suas informações cadastrais e transacionais para onde quiserem, graças às APIs (Interfaces de Programação de Aplicativos), tecnologia que permite a comunicação entre softwares na internet.

A participação no open banking é automática?

Não, a participação não é automática. O acesso aos dados por outras instituições financeiras deve ser autorizado pelo cliente, que aceita ou não participar do open banking. Além disso, a autorização pode ser cancelada a qualquer momento.

O prazo de acesso aos dados também é definido pelo cliente. Todo o processo deve ser claro e transparente, sem surpresas para o consumidor.

Quais os benefícios de participar?

Open Banking ajuda na obtenção de crédito para autônomos. (Imagem: Reprodução/jcomp/Freepik)

Com o open banking, o consumidor terá maior liberdade e autonomia, além de menos burocracia, na hora de solicitar um serviço de uma instituição financeira. Além disso, o sistema cria um ambiente mais competitivo que garante custos e juros menores para os participantes.

Outra vantagem está na obtenção de mais crédito para pessoas que não conseguem comprovar renda, o que segundo Andrea Avedissian, gerente de marca da Zippi, ajuda a agilizar pedidos de aumento de limite para os clientes:

O grupo dos autônomos se beneficia muito com o open banking para obtenção, por exemplo, de um aumento de limite no cartão de crédito, pois não precisam apresentar nenhuma documentação comprobatória. Apenas o histórico de dados presente no sistema é suficiente.

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