Oficial tecnológico da União Europeia diz que continente deve temer a Huawei

Por Rafael Arbulu | 10 de Dezembro de 2018 às 15h27
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As coisas não vão bem para a Huawei: depois da prisão da CFO e filha do co-fundador da empresa nesta última semana, a fabricante chinesa sofreu acusações do vice-presidente da União Europeia para assuntos tecnológicos, Andrus Ansip, de que ela, junto de outras empresas chinesas (como a ZTE) seriam obrigadas a instalarem backdoors e tecnologias de monitoramento de usuários pelo governo de seu país.

As afirmações do técnico foram feitas pelo próprio à agência de notícias Reuters: “Se temos que nos preocupar sobre a Huawei e outras empresas chinesas? Sim, eu acho que deveríamos nos preocupar com essas empresas”. Ele também afirmou que as empreas chinesas produzem chips que poderiam ser usados para “roubar nossos segredos”: “Como pessoas normais, comuns, nós temos que ter medo”.

O vice-presidente da União Europeia para assuntos tecnológicos, Andrus Ansip, acusou a chinesa Huawei de instalar tecnologias de espionagem em suas redes (Foto: Charles Platiau/Reuters)

A Huawei repudiou os comentários do técnico, dizendo que nunca representou ameaça a qualquer país onde atuasse com seus produtos: “A Huawei nunca foi requerida por nenhum governo a instalar acessos de backdoor ou interromper quaisquer redes, e jamais toleraríamos tal comportamento por nossas equipes”, disse a fabricante em comunicado. “A cibersegurança é um tema a ser aferida em níveis globais, e fornecedores de equipamentos não devem ser tratados de forma diferenciada com base em seu país de origem. Excluir um único fornecedor não ajuda em nada a indústria na identificação e ação de ciberameaças de forma eficaz”.

No entanto, paralelo ao comunicado, fontes da agência de notícias indicam que há um esforço da Huawei em responder a problemas de segurança levantados por um relatório emitido pelo governo do Reino Unido no início de 2018. Pelo que dizem as fontes, a gigante chinesa está investindo cerca de US$ 2 bilhões em campanhas de melhoria à própria imagem pública.

Enquanto isso, os jornais belgas L’Echo and De Tijd dizem que o país está considerando banir a Huawei de agir em suas terras. Lá, a Huawei é fornecedora de equipamentos para as operadoras Proximus e Orange Belgium. Na Alemanha, a posição da empresa é mais confortável, uma vez que o governo local disse ser contra excluir fabricantes da construção planejada de redes 5G.

Fonte: Reuters

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