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Novo golpe no Android procura seus segredos onde você menos imagina

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Arif Syuhada/Pexels
Arif Syuhada/Pexels

Enquanto você digita uma senha de uma conta em um aplicativo de notas do seu celular para não esquecê-la, pode ser que um malware esteja à espreita para coletar essa informação sensível. Esse é o modus operandi do Perseus, um novo software malicioso para Android que fica de olho nas coisas que você guarda no app para roubá-las.

O malware chamou a atenção de especialistas da ThreatFabric por não focar diretamente na coleta de credenciais bancárias e outras informações sensíveis, mas na varredura completa de aplicativos de notas para encontrar palavras-chave, senhas ou frases de recuperação de contas para aplicar golpes.

Segundo a análise, os criminosos conseguem obter controle total do dispositivo remotamente por meio do malware, incluindo táticas de engenharia social para facilitar o processo.

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Como a ameaça chega até a vítima

Conforme observado pelos pesquisadores, o malware é distribuído por meio de aplicativos disfarçados de serviços de IPTV, que possibilitam a transmissão de sinais televisivos via streaming. Como esses apps são comercializados fora das lojas oficiais, e os usuários já estão acostumados a utilizá-los, fica mais fácil para os hackers enganarem as vítimas com modificações silenciosas.

Dessa forma, o Perseus infecta dispositivos Android como se fosse um cavalo de troia, contornando restrições de segurança do aparelho para iniciar a atividade maliciosa. Análises ainda detectaram uma modificação do código em inglês, que conta com registros extensos e emojis, sugerindo a possibilidade do uso de inteligência artificial para otimizar o processo.

Perigo silencioso

Com uma ação silenciosa, o Perseus consegue infectar alguns aplicativos específicos de notas. Entre eles estão apps populares, como o Google Keep, o Samsung Notes, o Xiaomi Notes e o Evernote. Todos são explorados por meio de serviços de acessibilidade do próprio sistema Android, que possibilita a leitura do conteúdo dos apps sem acionar alertas de segurança.

Para além da leitura das notas, o malware ainda faz capturas de tela da interface para transmiti-las aos hackers em tempo real, assim como simulam toques e gestos, e ativam um modo de sobreposição para esconder as atividades maliciosas.

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Fonte: ThreatFabric