Monitores de bebês podem ser hackeados remotamente, alertam pesquisadores

Por Jessica Pinheiro | 22 de Junho de 2018 às 12h50
Shutterstock

Esperamos que as mamães não entrem em pânico, mas pesquisadores da área de segurança alegam que um monitor de bebês foi remotamente hackeado e usado para espionar uma família. O gadget em questão era o Fredi Wi-Fi, cuja usabilidade é simples e fácil e, como bem sugere o nome, permite que seja conectado remotamente por intermédio de Wi-Fi. E foi justamente essa características explorada por cibercriminosos para invadir o dispositivo e conseguir usar a câmera integrada sem autenticação.

Ao que parece, existe um serviço P2P que se conecta diretamente à nuvem e pode ser acessado com uma senha padrão de até oito dígitos. Isso significa que qualquer pessoa pode acessar o portal online do serviço, inserir números aleatórios comumente utilizados e, assim, acessar o feed da câmera do monitor de bebês. O recomendado nesses casos é que o código de acesso seja alterado pelos responsáveis da criança, a fim de proteger o dispositivo de eventuais invasores.

A função P2P na nuvem ignora firewalls e permite conexões remotas em redes privadas. Então, não apenas monitores de bebês estão vulneráveis a ataques de hackers, mas também qualquer outro aparelho que utilize esse recurso. Além disso, também é recomendado ficar de olho em qualquer atividade suspeita, notada através da câmera do gadget.

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Se por um estudiosos do segmento comentam que esses monitores usam métodos de segurança insatisfatórios para se conectarem à internet; por outro lado, isso permite que os pais da criança possam monitorar o bebê através de seus laptops ou smartphones. Ainda assim, isso abre precedentes para que crimes possam ser cometidos, uma vez que os hackers podem espionar a família e, em último caso, até mesmo executar um sequestro, por exemplo.

Uma mãe entrevistada pelo The Register disse que a câmera do monitor que ela utilizava estava reagindo estranhamente e, depois que ela notou o que estava acontecendo, deixou de utilizar o aparelho. O medo após descobrir a suposta espionagem ainda a deixa aterrorizada, afinal a pessoa ainda pode estar à espreita. “Eu devo proteger meu filho e sinto que falhei com ele”, lamentou.

Fonte: The Register

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