Mensageiro criptografado monitorado pelo FBI leva à prisão de 100 criminosos

Mensageiro criptografado monitorado pelo FBI leva à prisão de 100 criminosos

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 08 de Junho de 2021 às 19h20

Usados por criminosos que querem manter privadas suas operações ilegais, mensageiros com criptografia alternativos também têm sido usados para botá-los atrás das grades. O FBI revelou que, durante um período de aproximadamente dois anos, foi o responsável pela operação do Anom, plataforma usada principalmente por traficantes de drogas e membros do crime organizado.

Os dados obtidos a partir do aplicativo permitiram que a agência norte-americana monitorasse conversas de 11,8 mil dispositivos espalhados por 90 países e se infiltrasse em 300 organizações criminosas multinacionais. O FBI não foi o responsável pela criação do comunicador, mas trabalhou em parceria com seus desenvolvedores para ter acesso às mensagens trocadas a partir dele.

Mais de 20 milhões de mensagens e 450 mil fotografias foram retiradas da plataforma que prometia comunicações criptografadas. Ligadas a grupos como a máfia italiana e gangues de motoqueiros, elas revelavam detalhes sobre cadeias de distribuição e sobre as práticas de negócios usadas por traficantes de drogas que operam em nível transnacional.

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Anom faz parte de uma operação global

O uso do Anom para combater o crime faz parte da operação Trojan Shield, que conta com a participação do FBI, da Polícia Federal Australiana (AFP), da Europol e de outras autoridades ao redor do mundo. A operação divulgou que até o momento já prendeu mais de 100 membros do crime organizado que estavam ligados a planos de assassinato, distribuição ilegal de armas e ao tráfico de drogas.

A investigação mostra como criminosos usam métodos sofisticados para operar, o que inclui o uso de diferentes dispositivos e plataformas de comunicação em cada etapa do processo de operação. “O objetivo da investigação Trojan Shield é abalar a confiança nessa indústria inteira porque o FBI está disposto a entrar esse espaço e monitorar mensagens”, afirma uma declaração federal juramentada tornada pública recentemente.

Documentos obtidos pelo Gizmodo mostra quem o envolvimento do FBI com o Anom começou em 2018, quando a agência começou o relacionamento com uma fonte envolvida na indústria das comunicações criptografadas. Envolvido anteriormente com as plataformas Phantom Secure e Sky Global (usada para fornecer a tecnologia a cartéis de droga), ela foi a responsável por oferecer o app de comunicação comprometido a organizações relacionadas ao crime organizado.

Fonte: Gizmodo

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