FBI identifica REvil como autor de ataques cibernéticos contra a JBS

FBI identifica REvil como autor de ataques cibernéticos contra a JBS

Por Felipe Gugelmin | Editado por Jones Oliveira | 04 de Junho de 2021 às 12h41
Divulgação/JBS

Maior fornecedora de carne do planeta, a brasileira JBS foi vítima de um ataque que paralisou atividades de diversas de suas plantas na última terça-feira (01). Segundo o FBI, os responsáveis foram os membros do grupo REVil, conhecido por usar táticas agressivas para pressionar suas vítimas a atender suas demandas.

O grupo é responsável por aproximadamente 4% dos ataques registrados contra os setores públicos e privados e não se furta de expor os dados privados obtidos de suas vítimas. Durante um de seus ataques, os criminosos publicaram uma imagem pornográfica que supostamente estava armazenada no computador do diretor de TI da empresa invadida.

Imagem: Divulgação/JBS

Usando principalmente ataques com ransonware, o REvil tem o histórico de não ceder em negociações e aumentar os valores cobrados caso as vítimas tentem negociar. No caso da JBS, não está claro qual o impacto dos ataques, tampouco se dados confidenciais foram raptados, mas a atuação do grupo resultou na paralisação de unidades da empresa nos Estados Unidos, Canadá e Austrália.

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O CEO da sucursal australiana, Brent Eastwood, declarou que a empresa trabalha junto ao governo do país para normalizar suas atividades assim que possível. Os efeitos de uma paralisação prolongada podem se estender por toda a cadeia produtiva, afetando desde fornecedores a transportadoras e os próprios consumidores.

Segundo o Ars Technica, a JBS retomou suas atividades nos Estados Unidos na última quarta-feira (02), mas milhares de trabalhadores tiveram seus turnos cancelados nas sucursais afetadas. O ataque do REvil acontece semanas após o caso envolvendo a Colonial Pipeline, maior operadora de oleodutos dos EUA, que pagou um resgate milionário em troca de chaves de descriptografia para seus sistemas.

Fonte: Ars Technica

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