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Material escolar: fique de olho nestas 5 dicas para evitar fraudes nas compras

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Pexels/Pixabay
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Todo começo de ano é a mesma coisa para os pais e alunos: as compras com listas cheias de itens para o início das aulas. Para evitar as filas e até economizar, muita gente tem aderido à tecnologia na hora de pesquisar e adquirir tudo o que é necessário. E, assim como qualquer outro consumo online, é preciso ficar de olho nas fraudes, especialmente porque os agentes maliciosos gostam de explorar datas e períodos de alta procura no e-commerce.

Para ajudar você a se proteger e ficar mais atento na hora das compras, o advogado Francisco Gomes Júnior, especialista em Direito Digital e presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), selecionou algumas perguntas comuns e respondeu na forma de cinco dicas. Confira abaixo:

Posso passar meu CPF em lojas e sites de compras?

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Nas compras na loja física não há obrigação, sendo essa uma decisão do cliente. Já no e-commerce, o CPF é necessário para a emissão da nota fiscal eletrônica. O mais importante é fornecer apenas os dados necessários. Caso entenda que estão sendo solicitadas mais informações do que as necessárias, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente da empresa ou outra forma de comunicação oferecida no site/rede social, ou aplicativo.

Como saber se a empresa é confiável?

Sempre pesquise na internet a idoneidade e reputação da empresa. É possível fazer isso em site de reclamações de consumidores, páginas de institutos de Defesa do Consumidor ou mesmo do Procon. Além disso, verifique a razão social, endereço, telefone e CNPJ, que devem estar visíveis e de fácil acesso para os usuários.

Como avaliar se o site é confiável?

Um fator importante é a certificação digital. O e-commerce que preserva os dados dos clientes e a proteção na hora da compra e que possui selos de segurança e certificações digitais são, em tese, seguros. Outra dica importante é optar sempre por endereços de URL que apareçam com o símbolo do cadeado. Se ele não estiver fechado, os dados podem estar vulneráveis a eventuais ataques.

Qual a forma mais segura na hora de efetuar o pagamento?

Os cartões virtuais têm sido grandes aliados dos consumidores na hora da compra. Por possuírem código e número único válidos somente para aquela transação específica, o roubo das informações e possíveis fraudes ficam mais difíceis.

Realizar uma TED ou DOC é uma operação que não é tão ágil como um PIX, mas para valores significativos pode ser a melhor opção, pois são necessários mais dados para que a transferência se realize; além disso, é possível pedir a reversão da transação.

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Devo confiar em links para pagamento online?

Os links para pagamentos online sempre são gerados a partir de uma plataforma de gestão de transações junto ao comerciante. Vale sempre ficar alerta sobre a idoneidade de quem você está comprando, além da origem deste link. Sempre dê preferência para sites que começam com “https” e não “http”.

Ainda mais importante do que ter segurança e conhecimento sobre quem está te vendendo, é aconselhável ter a mesma sensação sobre os parceiros de negócios dessa empresa. Para isso, você pode utilizar sites como Reclame Aqui e o próprio Procon para fazer pesquisas. As plataformas de pagamento com boa credibilidade são bastante populares; caso se depare com alguma que nunca ouviu falar, procure saber mais sobre sua procedência.

Preserve os direitos dos alunos

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Muitos podem não saber, mas os itens cobrados de uso coletivo são regulados pelas leis. De acordo com o Procon, fica proibido impedir a participação ou a permanência do aluno nas atividades escolares caso esse não esteja com o material requerido na lista exigida pela instituição de ensino.

Indicar marca, modelo ou estabelecimento para realizar a compra dos materiais escolares também é proibido pelos órgãos de defesa, além da exigência de produtos de limpeza e higiene, administrativos e remédios.