Hackers chineses ameaçam telecomunicações com malwares de Linux e espionagem
Por Lillian Sibila Dala Costa • Editado por Jones Oliveira |

O grupo hacker chinês chamado UAT-7290 foi visto novamente em atividade, com invasões a instituições no sul da Ásia e sudeste da Europa. Ativos desde 2022, os cibercriminosos têm focado no reconhecimento técnico dos alvos antes dos ataques, infectando-as com malwares como RushDrop, DriveSwitch e SilentRaid, segundo análises da Cisco Talos.
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Além da infiltração, os pesquisadores notaram o estabelecimento de centros de Operação de Caixa de Retransmissão (ORB, de Operational Relay Box). Esse tipo de infraestrutura, usada, entre outras coisas, para deixar os ataques anônimos, também pode estar sendo usado por outros hackers chineses, configurando o grupo como espiões, mas também fornecedores de acesso criminoso inicial.
Os ataques do UAT-7290
A maioria das vítimas dos hackers fica no sul da Ásia, mas também foram vistos ataques no sudeste da Europa. Após a infiltração, são usados malwares baseados em Linux, como o RushDrop (ou ChronosRAT, que inicia a cadeia de infecção), e o DriveSwitch, usado para executar o SilentRaid, que, por sua vez, garante acesso persistente ao sistema e o liga a um servidor externo.
Com isso, atividades de execução de shellcode, gerenciamento de arquivos, keylogging, remote shell, capturas de tela e proxy são realizadas nas vítimas. Também é usada a backdoor Bulbature, que transforma os dispositivos infectados em ORBs.
Segundo os pesquisadores, os hackers estão ligados aos grupos chineses Stone Panda e RedFoxTrot, mas aproveitam códigos públicos de exploração de sistemas ao invés de produzir seus próprios malwares. São usadas, em geral, vulnerabilidades zero-day e força bruta SSH para comprometer os dispositivos alvo.
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Fonte: Cisco Talos