Google anuncia mudanças no Chrome e no Drive priorizando privacidade de usuários

Por Thaís Augusto | 30 de Maio de 2019 às 19h00
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A Google anunciou nesta quinta-feira (30) medidas para aumentar a privacidade de usuários que usam extensões no Chrome. Agora, os desenvolvedores poderão solicitar apenas um "conjunto mínimo de permissões necessárias" aos usuários, reduzindo o acesso a dados sensíveis.

Além disso, a Google também vai exigir que as extensões acompanhem uma política de privacidade na Chrome Web Store. Antes, a medida era um pré-requisito apenas para programas que exigiam "dados pessoais e confidenciais do usuário", mas agora foi expandido para qualquer extensão que solicite acesso às informações do usuário.

As novas medidas serão implementadas em breve. A Google prometeu aos desenvolvedores pelo menos 90 dias de antecedência para que eles possam se adaptar às mudanças. Depois do período, as extensões fora dos padrões serão removidas da Web Store e desativadas dos navegadores Chrome.

A Google também aproveitou para anunciar uma política semelhante de limitação de dados aos aplicativos que se conectam ao Google Drive, como aqueles de backup. Com a mudança, a empresa vai deixar que usuários selecionem os arquivos aos quais terceiros podem ter acesso. Funciona assim: ao usar um aplicativo de terceiros, os usuários escolhem o arquivo exato no qual desejam trabalhar, impedindo o acesso amplo ao conteúdo do Drive.

Em breve, usuários do Drive poderão selecionar arquivos específicos que querem compartilhar com apps de terceiros. Isso evita o acesso de desenvolvedores a todo o conteúdo da plataforma (Foto: Reprodução)

A regra não vale para serviços de backup completo e outros aplicativos que exigem o acesso total ao Drive. Ainda assim, a Google garantiu que examinará a autenticidade dos programas antes de conceder o acesso. "A verificação de escopo restrito da API do Google Drive começará no início do próximo ano", informou a empresa.

A novidade do Drive é parte do Project Strobe, que começou no ano passado com o Gmail. No período, repercutiu a notícia de que desenvolvedores do Gmail tinham acesso quase que completo aos e-mails de usuários. No mês seguinte, a Google começou a limitar o acesso de desenvolvedores aos dados na maioria de suas plataformas.

Embora nenhuma informação privada de usuário tenha sido vazada por desenvolvedores, a Google quer evitar ao máximo o pesadelo vivenciado pelo Facebook em 2018, quando foi descoberto que a empresa compartilhava dados pessoais de usuários com a consultoria Cambridge Analytica.

Fonte: The Verge9to5Google

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