Golpistas coletam biometria facial para financiar automóveis em nome da vítima

Golpistas coletam biometria facial para financiar automóveis em nome da vítima

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 04 de Junho de 2021 às 22h20
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Criadas para garantir mais segurança a consumidores e empresas, soluções de biometria tem resultado em criminosos mais adaptados e criativos na criação de seus golpes. Um morador da cidade de São Paulo teve a imagem de seu rosto usada como forma de liberar o financiamento de um automóvel usado por bandidos da capital.

Segundo Piero Rossi informou ao UOL Carros, ele descobriu o golpe após mostrar o rosto para o celular de um motoboy — que prometia usá-lo para confirmar sua identidade e liberar a entrega de um brinde. Pouco depois, a vítima descobriu parcelas de pagamento associadas a seu nome e denunciou o caso à Polícia Civil, que iniciou a investigação por estelionato.

Rossi também entrou em contato com o Itaú, que teria sido o responsável por liberar o financiamento do veículo. Em resposta, a empresa afirmou que abriu um procedimento interno para apurar os fatos do acontecimento e que está dando todo o suporte necessário ao cliente. O banco também prometeu uma apuração e investigação rigorosa junto à loja que formalizou o contrato.

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Golpe usa o WhatsApp para confirmar dados

O publicitário afirma que, antes de enviarem o motoboy, os criminosos entraram em contato por WhatsApp para confirmar seus dados pessoais. “Como sou publicitário, vira e mexe ganho presentes por entrega que exige reconhecimento facial”, explicou a vítima. Os golpistas chegaram a entregar um kit de perfumaria, supostamente enviado por uma loja de flores, que negou a ação ao ser contatada.

A descoberta do golpe ocorreu por meio de uma ligação do banco, que confirmou o financiamento do veículo. Rossi publicou sobre o assunto em uma rede social, e obteve a resposta de um analista de importação, que afirmou ter sido vítima do mesmo golpe — c contrato segue em vigência, mesmo após a denúncia.

Para a advogada Rebeca Diniz Mello, ouvida pelo UOL Carros, a desvirtuação do reconhecimento facial é o que permite a ação dos golpistas. Usada inicialmente como medida de segurança via autenticação, a tecnologia tem sido usada como uma espécie de assinatura digital por diversos segmentos comerciais. Como proteção, ela recomenda só disponibilizar a biometria para instituições confiáveis e, sempre que possível, exigir outros protocolos de confirmação para obter brindes ou dar consentimento a ações e compras.

Fonte: UOL Carros

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