Golpe da falsa vaga de emprego já foi detectado mais de 346 mil vezes

Golpe da falsa vaga de emprego já foi detectado mais de 346 mil vezes

Por Felipe Demartini | Editado por Jones Oliveira | 24 de Junho de 2021 às 12h29
Pixabay

As altas taxas de desemprego no Brasil se transformaram, como tudo, em arma para ataques de cibercriminosos. Entre janeiro e maio de 2021, especialistas em segurança detectaram mais de 346 mil acessos ou compartilhamentos de um golpe que usa falsas vagas de emprego como isca para roubar dados pessoais e bancários dos interessados a partir de, principalmente, mensagens no WhatsApp.

O levantamento foi feito pela PSafe e não indica, necessariamente, o total de vítimas, mas sim quantas vezes o site usado para coletar as informações foi acessado ou compartilhado. A página traz informações genéricas e um questionário com informações básicas, servindo como forma de dar aparência de legitimidade a uma vaga disponível para pessoas com qualquer formação, salário fixo pago semanalmente, benefícios e a possibilidade de trabalhar de casa, com direito a fornecimento de um notebook pela empresa que, na realidade, não existe.

Enquanto avança pelo questionário, a vítima é convidada a compartilhar informações pessoais como nome completo, telefone, CPF e endereço, além de dados bancários. Os especialistas também falam em alternativas que pedem o compartilhamento de credenciais de acesso a redes sociais, enquanto o aceite de notificações também pode levar as vítimas a caírem em novos golpes envolvendo o recebimento de anúncios, cuja renda vai para o bolso dos bandidos, ou a instalação de malwares no smartphone ou computador.

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De acordo com Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, o laboratório de pesquisas em segurança digital da PSafe, as informações podem permitir que os bandidos pratiquem fraudes financeiras. Utilizando o que foi fornecido, eles podem se passar por representantes de serviços para obterem ainda mais dados, abrir contas bancárias e solicitar empréstimos em nome das vítimas, além de outras alternativas de roubo de identidade.

Vagas para pessoas com qualquer formação, com salário semanal e benefícios, é isca para roubar dados pessoais e bancários de vítimas em busca de emprego (Imagem: Reprodução/PSafe)

Por outro lado, o especialista chama a atenção para características comuns desse tipo de ataque, como a publicação de informações genéricas sobre a vaga, que aparece para os usuários independentemente da formação, cidade em que moram e demais informações preenchidas. Erros gramaticais e mensagens confusas, bem como compartilhamento em massa das oportunidades pelo WhatsApp, também são apontados por Simoni como indícios de golpe.

A atenção acaba sendo a melhor arma para se proteger de fraudes dessa categoria. O ideal é que links desse tipo não sejam acessados, enquanto cadastros jamais devem ser preenchidos sem que o usuário tenha certeza sobre a legitimidade de um serviço. O mesmo também vale para a instalação de apps, que deve ser feita apenas de fontes oficiais e a partir de desenvolvedores reconhecidos.

Por fim, vale a pena ter soluções de segurança sempre ativas e atualizadas no PC e smartphone, já que elas são capazes de detectar e impedir a ação das ameaças mais comuns. Além disso, atualizações de sistemas e aplicativos também devem ser aplicadas, já que são capazes de mitigar brechas conhecidas por onde criminosos podem agir.

Fonte: PSafe

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