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Golpe com e-mail de “parente” promete link com fotos antigas; veja como se proteger

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Brett Jordan/Unsplash

Recebeu e-mails de um suposto parente com fotos de família? É melhor ficar atento: uma campanha de phishing explora mensagens que simulam uma conversa anterior com intuito de despertar lembranças e convencer as vítimas a abrir um link suspeito.

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O caso parte de denúncias enviadas ao Canaltech e relatos publicados em redes sociais nas últimas semanas. No geral, as abordagens trazem assuntos com elementos como “Re:” e “FW:” para representar uma resposta e um encaminhamento da mensagem.

Além disso, o assunto e o remetente trazem um nome fictício com o mesmo sobrenome do destinatário. A tática busca atrair a atenção das vítimas e criar uma espécie de gatilho emocional ao relacionar o e-mail a um possível parente.

O corpo, por sua vez, traz frases curtas com teor emocional, como “creio que essas fotos vão trazer algumas memórias de volta” ou "queria te enviar essa fotos há um bom tempo".

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Na sequência, há um link suspeito para supostamente levar às fotos mencionadas. O endereço, contudo, é utilizado como uma isca para encaminhar as vítimas a sites maliciosos.

Estrutura descartável

A ameaça gira em torno de um phishing, prática na qual agentes maliciosos imitam pessoas ou empresas legítimas para induzir alguém a clicar em links, baixar arquivos ou fornecer senhas, número de cartão e demais dados pessoais.

No caso dos e-mails com supostas fotos de família, o pesquisador líder de segurança da Kaspersky, Fabio Marenghi, explica que os envios fazem parte de uma disparo global para diferentes países registrado no início de julho.

Segundo uma análise da Fortinet compartilhada com o Canaltech, os links encontrados nos e-mails apresentam sinais de uma infraestrutura descartável. Um deles, por exemplo, foi criado no dia do envio e parou de funcionar seis dias depois.

Essa estratégia, que consiste em disparos de e-mails com links diferentes, é praticada por cibercriminosos para evitar a detecção dos sistemas de segurança.

Dessa forma, o destino final do link permanece desconhecido. Ao considerar o histórico de campanhas semelhantes, a empresa de cibersegurança considera mais provável um golpe de falso suporte técnico, com alertas inventados e um telefone para convencer a vítima a entrar em contato.

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“Se a vítima clicar no link, as possibilidades mais comuns nesse tipo de golpe são duas: ser direcionada para uma página falsa projetada para capturar dados pessoais e senhas (como login de e-mail, redes sociais ou bancos) ou ter o download automático de um malware ativado no dispositivo, um programa malicioso capaz de roubar dados salvos, espionar o usuário ou dar acesso remoto ao aparelho aos cibercriminosos”, avalia Marenghi.

Nome e sobrenome

A campanha também explora outros elementos para atrair a atenção dos destinatários. Entre eles, o uso do mesmo sobrenome da vítima nos campos de remetente e assunto, além do próprio corpo da mensagem.

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A Fortinet avalia que o falso parentesco foi criado automaticamente a partir de uma base de dados vazados que para relacionar o nome completo e endereço de e-mail da vítima. A origem exata das informações, por outro lado, ainda não foi confirmada.

Em um dos casos analisados, os golpistas também utilizaram o endereço de e-mail verdadeiro de uma escola para encaminhar as mensagens falsas. Essa tática também ajuda a dar mais confiança à vítima, pois faz a mensagem parecer legítima e menos suspeita à primeira vista.

A estimativa é que os hackers tenham invadido uma conta real para disparar as mensagens ou praticaram spoofing para falsificar o remetente.

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Como evitar o golpe

À reportagem, o pesquisador da Kaspersky orienta a desconfiar de mensagens inesperadas que forcem intimidade ou urgência. A indicação é válida mesmo que os e-mails venham com o mesmo sobrenome do destinatário ou simulem conversas com “Re:” e “FW:”.

Não clique em links e não baixe anexos inesperados”, afirma Marenghi. “Antes de clicar, passe o cursor do mouse sobre o link (sem clicar) para verificar a URL real de destino. Se o endereço for estranho ou encurtado, não acesse.”

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Além disso, é importante conferir o endereço completo do remetente, sem se limitar o nome exibido. Neste caso, golpistas costumam utilizar domínios adulterados ou contas comprometidas para fazer disparos de ataques.

Também é recomendável a ativar a autenticação em dois fatores (2FA) em todos as suas contas, optar por senhas únicas e fortes, manter seus dispositivos atualizados e utilizar soluções de segurança como antivírus.