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Fraudes no envio de produtos aumentam 1.500% em três anos

Por| Editado por Claudio Yuge | 17 de Junho de 2022 às 20h00

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Reprodução/Andrea Piacquadio/Pexels
Reprodução/Andrea Piacquadio/Pexels

A expansão do comércio eletrônico nos últimos anos também acompanhou um aumento significativo nas fraudes envolvendo envio de produtos e informações de frete, atingindo tanto clientes quanto empresas que fazem parte da cadeia do setor. O maior pico foi nos casos de golpes envolvendo remessas de produtos, com aumento de mais de 1.500% nos casos detectados desde 2019.

Aqui, se encaixam todo tipo de golpe envolvendo o envio de produtos, desde compras fraudulentas realizadas em lojas online quanto criminosos que se passam por vendedores para receberem os pagamentos, sem mandarem o produto. Entre 2020 e 2021, esse crescimento foi de 780,5%, com os casos dessa categoria sendo considerados pela TransUnion, empresa global de informações e insights, como o tipo de fraude mais comum e com maior ascensão do mundo.

Em segundo lugar, com crescimento de mais de 531% nos últimos três anos, estão as fraudes envolvendo pagamentos e, depois, com incremento de 165,7%, o roubo de identidade comercial. Aqui, estamos falando da principal arma de golpes de phishing, com golpistas se passando por empresas de e-commerce ou frete para contatar clientes em busca de roubar dados ou obter transferências financeiras.

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No Brasil, o segmento de serviços financeiros foi o que viu maior aumento nas suspeitas de fraude, que apresentaram crescimento de mais de 419% desde 2019. Viagens e lazer aparecem em segundo, com 51,2%, antes de logística (44,8%) e games, o único a ter queda nos casos, com 37,8% a menos. Os números se diferenciam bastante das médias globais, onde o turismo foi o segmento mais afetado, com 110% de aumento, enquanto logística foi o único a ver decréscimo leve, na casa dos 16,6%.

Aumento de fraudes de envio acompanha novos hábitos dos consumidores

Na somatória, houve aumento de 52,2% em todas as tentativas de fraude digital desde 2019, enquanto 62% dos entrevistados pela TransUnion afirmando que se preocupam com isso durante a realização de compras online, principalmente no que toca o roubo de identidades. Esse número também acompanha uma mudança nos hábitos, com quase metade dos participantes afirmando que já realizam a maioria de suas transações por meio da internet, desde o gerenciamento de contas bancárias até compras e negócios.

“Na medida em que consumidores mudam suas intenções de compra, os fraudadores se movimentam em direção aos ambientes em que o público gasta mais tempo e dinheiro”, explica Shai Cohen, vice-presidente sênior e chefe global de soluções de fraude da TransUnion. Ele relaciona esse crescimento à pandemia, que mudou os hábitos de consumo da população global e fez com que os criminosos digitais prestassem mais atenção do que nunca ao segmento de e-commerce.

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Cohen ressalta, por outro lado, que os segmentos mais afetados também são aqueles que empregam mais soluções preventivas para detecção de fraude e atendimento aos clientes. Enquanto os bandidos sempre estão à procura da próxima oportunidade aponta, a expectativa é que esse investimento também aumente em todo o setor de comércio eletrônico, de forma a evitar prejuízos com golpes que se tornam cada vez mais constantes.