Finja surpresa: Brasil é o país que mais sofre tentativas de phishing

Finja surpresa: Brasil é o país que mais sofre tentativas de phishing

Por Ramon de Souza | Editado por Jones Oliveira | 03 de Março de 2021 às 12h00
Divulgação/Kaspersky

O mais recente levantamento da Kaspersky serve para confirmar aquilo que todos nós já suspeitávamos: a companhia russa oficializou que o Brasil é o país que mais sofre com ataques de phishing no mundo inteiro, ficando à frente até mesmo de Portugal, França, Tunísia e Guiana Francesa, que possuem um grande volume desse tipo de golpe. E, segundo os especialistas, a situação só piorou ao longo de 2020.

Só entre os meses de fevereiro e março — época em que foram aplicadas as primeiras medidas de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV2) —, houve um aumento de 120% no número de ameaças para dispositivos móveis. No geral, estima-se que um em cada cinco brasileiros enfrentou pelo menos uma tentativa de golpe desse gênero ao longo do ano passado.

Bons motes não faltaram. Os criminosos se aproveitaram da crise para disparar campanhas explorando a COVID-19 (incluindo falsas páginas de lojas virtuais vendendo álcool em gel a preços atraentes), o programa de Auxílio Emergencial do Governo Federal e, é claro, o Pix. A nova forma de pagamentos sancionada pelo Banco Central do Brasil (BCB) foi alvo de diversos e-mails falsos personificando instituições financeiras.

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“Apesar do alto índice, vale destacar uma queda importante em relação ao levantamento de 2019, quando mais de 30% dos brasileiros haviam tentado, ao menos uma vez, abrir um link que levava a uma página de phishing, 10% a mais do que em 2020. Isso mostra que as campanhas sobre esse tipo de golpe têm deixado as pessoas mais atentas, mas não significa que não precisamos evoluir, pois as estatísticas permanecem muito ruins”, explica Fábio Assolini, pesquisador da Kaspersky Brasil.

Imagem: Divulgação/Kaspersky

O especialista ressalta também que o índice de vítimas (ou seja, de internautas que de fato caem no golpe) é maior no Brasil do que em outros países: são 20% contra a média global de 13%. Isso significa que o brasileiro, no geral, tem maior dificuldade em identificar que determinada mensagem, site ou mensagem de texto é falsa, acreditando com facilidade em propostas ou promoções tentadoras.

“Precisamos aprimorar a nossa educação digital. Por exemplo, nossa recente pesquisa mostrou que cerca de 30% dos brasileiros não sabem reconhecer uma mensagem de correio eletrônico falsa. Isto nos torna vulneráveis e propensos a cair em ‘promoções imperdíveis’ e outros golpes online”, salienta Assolini.

Fonte: SecureList/Kaspersky

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