Brasil é o país que mais recebe ataques phishing em todo o mundo, diz pesquisa

Por Natalie Rosa | 16 de Agosto de 2018 às 15h56
Reprodução

O Brasil é líder mundial em ataques de phishing, segundo informações coletadas pela empresa de segurança Kaspersky Lab, apresentadas durante a Semana de Cibersegurança.

De acordo com os dados, quase 30% dos usuários de internet brasileiros sofreram ao menos uma tentativa de golpe no ano passado. O resultado, no entanto, caiu em 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No ano de 2017, a Kaspersky conseguiu fazer o bloqueio de quase 37 milhões de ataques em toda a América Latina, segundo a companhia, e somente nos primeiros meses deste ano já são mais de 40 milhões. Os dados mostram ainda que quase 60% das tentativas fazem a simulação de mensagens de instituições financeiras com o objetivo de fazer o roubo de credenciais e dados pessoais.

Antes, os canais preferidos dos cibercriminosos para fazer os ataques eram os emails, mas agora eles também são feitos via SMS, redes sociais, WhatsApp e até em anúncios no Google.

Segundo o analista da Kaspersky Lab, Fábio Assolini, o phishing é um ataque barato de ser feito, basta cadastrar um domínio, custando cerca de US$ 1, fazer disparo de emails em massa e, até mesmo, obter um certificado digital.

"O golpe é popular por sua simplicidade e eficácia. Uma pesquisa revela que mais de 90% dos ciberataques começam por um email de phishing", conta assolini, destacando ainda que 14% das pessoas abrem por curiosidade, 13% por medo e outros 13% por urgência.

Hoje, segundo o analista, até mesmo usuários avançados podem sentir dificuldade em identificar um site legítimo. Então, a empresa vem adotando um sistema que faz a combinação do monitoramento de palavras chaves com a análise de registro dos sites, bloqueando o phishing antes mesmo que o ataque aconteça.

Portanto, o ideal, além de buscar informações sobre uma determinada mensagem para saber se ela é real ou não, encontrar uma proteção para o seu computador ou dispositivo móvel.

Fonte: Kaspersky Lab

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