FAA proíbe que passageiros embarquem com MacBooks Pro chamados para recall

Por Felipe Ribeiro | 14 de Agosto de 2019 às 10h57

A FAA (Federal Aviation Administration ou Administração Federal de Aviação, em tradução livre) notificou as principais companhias aéreas dos Estados Unidos sobre o recall solicitado pela Apple de alguns modelos do MacBook Pro. De acordo com o documento, as empresas agora terão de proibir os passageiros de voos de carreira ou de carga de embarcarem com qualquer um desses modelos devido ao risco de incêndio.

Em um comunicado à Bloomberg, a FAA informou que estava "ciente das baterias que foram usadas em alguns notebooks MacBook Pro" e afirmou que havia instruído as companhias aéreas a seguirem as regras relacionadas a produtos com baterias removidas. De acordo com um regulamento de 2016, os dispositivos afetados são restritos a aviões de carga e como itens de mão em voos de passageiros.

Em junho, a Apple lançou um recall de bateria para os MacBook Pro de 15 polegadas vendidos entre setembro de 2015 e fevereiro de 2017. Segundo a empresa, algumas unidades contêm células de bateria que podem superaquecer e "representar risco de incêndio".

MacBook Pro (Imagem: Apple)

Um documento interno visto pela Bloomberg confirma que uma das empresas que operam nos Estados Unidos, a Total Cargo Expertise, notificou os funcionários nesta semana sobre a proibição dos notebooks. A companhia opera aeronaves de carga e de passageiros sob a TUI Group Airlines, a Thomas Cook Airlines, a Air Italy e a Air Transat. Um porta-voz da TUI Group disse que a companhia aérea fará anúncios sobre os modelos do MacBook Pro que foram proibidos nos portões do aeroporto e a bordo antes da decolagem, disse o relatório.

Apesar das empresas como a Total Cargo se prontificarem e avisarem os passageiros, ainda não está claro se a própria FAA fará esse aviso aos passageiros pelos aeroportos no país. Vale lembrar que, em 2016, no auge da crise do Galaxy Note 7, anúncios semelhantes foram vistos em aeroportos americanos. Na época, pelo menos uma companhia aérea, a Southwest, culpou a evacuação de um voo por um Note 7 que começou a pegar fogo.

A Agência de Segurança da Aviação da União Européia também está tomando precauções e, em agosto, instruiu companhias aéreas a seguirem as regras de 2017 que exigem que dispositivos com baterias de íons de lítio sejam desligados durante o voo, segundo o relatório.

Um alerta de segurança canadense em junho estimou que cerca de 432 mil MacBooks Pro com baterias defeituosas foram vendidos nos EUA, enquanto outros 26 mil chegaram ao Canadá.

Fonte: Apple Insider

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