Exército dos EUA deixará de usar disquetes para ordenar ataques militares

Por Felipe Ribeiro | 18 de Outubro de 2019 às 12h34

Acredite se quiser, mas o Exército dos Estados Unidos, considerado o mais poderoso e bem equipado do mundo, ainda fazia uso de disquetes de 8 polegadas e um computador dos anos 70 para coordenar ordens de lançamento nuclear que viessem diretamente do presidente.

Porém, finalmente este equipamento foi substituído. Agora, o comando estratégico dos EUA anunciou que usará "solução de armazenamento digital de estado sólido altamente segura", segundo palavras do tenente-coronel Jason Rossi, ao site ao c4isrnet

Há um motivo: segurança

O armazenamento é usado em um sistema antigo chamado SACCS — Strategic Automated Command and Control System (ou Sistema Estratégico de Comando e Controle Automatizado na tradução livre). Ele é usado pelas forças nucleares dos EUA para enviar mensagens de ação de emergência dos centros de comando para as forças de campo e é basicamente inatacável. A razão: foi criado muito antes da existência da Internet. "Você não pode invadir algo que não tem um endereço IP. É um sistema único — é antigo e é muito bom", afirmou Rossi.

O Departamento de Defesa planejava substituir o antigo computador IBM Series/1 SACCS e "atualizar suas soluções de armazenamento de dados, processadores de expansão de portas, terminais portáteis e terminais de desktop até o final do ano fiscal de 2017", informou o Departamento em 2016. A Força Aérea não revelou se esse projeto está completo, mas disse que aprimorou a velocidade e a conectividade do SACCS.

Imagem: Robert Gauthier/Getty Images

Apesar da idade do sistema, a Força Aérea está confiante em sua segurança e tem um bom controle sobre sua manutenção. Por outro lado, a instalação de um sistema totalmente novo não é tão fácil quanto parece. "Você deve ser capaz de certificar que um adversário não pode assumir o controle dessa arma, que ela poderá fazer o que deve fazer quando a chamar", disse o presidente do Conselho Científico da Força Aérea, Dr. Werner. JA Dahm, ainda em 2016.

Fonte: Engadget

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