EUA endurecem ações e tratam ransomware com mesma prioridade de terrorismo

EUA endurecem ações e tratam ransomware com mesma prioridade de terrorismo

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 04 de Junho de 2021 às 14h20
Katie White/Pixabay

Pouco tempo após o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinar uma ordem executiva para combater cibercrimes no país, o Departamento de Justiça (DoJ) local decidiu endurecer sua postura. A partir de agora, ele vai considerar prioridade a investigação de ataques envolvendo ransomware, que vão passar a ser considerados equivalentes a atos de terrorismo.

A mudança de postura é resultado de ofensivas recentes a serviços de infraestrutura, como a que envolveu a Colonial Pipeline, maior operadora de oleodutos do país. Realizado pelo grupo Darkside, o crime paralisou a produção e distribuição da empresa, colocando em risco o abastecimento de combustível de boa parte dos Estados Unidos — e gerando uma breve elevação de preços da gasolina e outros derivados do petróleo.

Imagem: Divulgação/AIG Worldwide

O Departamento de Justiça também pede que as investigações relacionadas a ransomware sejam mais centralizadas e coordenadas, elevando-as a um nível prioritário. “É um processo especializado para garantir que rastreamos todos os casos de ransomware, independentemente de onde possar ser relacionado neste país, para que possamos fazer as conexões entre os atores e trabalhar para perturbar toda a cadeia”, afirmou John Carline, principal procurador-adjunto do DoJ, em uma entrevista à Reuters.

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A diretriz estipula casos que envolvem questões como serviços que atacam softwares de segurança, fóruns online com discussões ilícitas ou marketplaces vão ser tratados como prioridade. Também entram na lista serviços de hospedagem pouco transparentes, botnets e serviços que fornecem recursos que permitem lavar dinheiro.

Em sua decisão, o órgão do governo citou a situação com a Colonial Pipeline como um exemplo da “ameaça crescente que o ransonware e a extorsão digital apresentam à nação”. Na prática, isso significa que investigadores vão ter que compartilhar detalhes dos casos em que trabalham e informações técnicas sobre eles com os líderes de Washington, que esperam assim ganhar um maior poder para combater os cibercriminosos.

Fonte: Reuters

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