Em carta aberta, grupo pede que Google impeça apps pré-instalados no Android

Por Wagner Wakka | 14 de Janeiro de 2020 às 22h40
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Um grupo encabeçado por 50 entidades enviou uma carta ao CEO da Google, Sundar Pichai, pedindo que ele impeça a prática de bloatwares no Android. Estes são aplicativos adicionados por fabricantes de smartphones e que o usuário não consegue removê-los facilmente de seu aparelho.

Atualmente, quando a Google fornece o Android para alguma empresa, a fabricante tem a liberdade de modificá-lo, incluindo aplicativos obrigatórios que já chegam instalados no aparelho.

O problema, segundo a carta, é que tais programas de alguns dos parceiros que usam Android “podem gerar uma vulnerabilidade para que seus dados sejam coletados, compartilhados ou expostos sem o consentimento ou conhecimento disso”, aponta grupo.

A carta ainda traz um estudo acadêmico do ano passado, que mostra que 91% destes programas não estão disponíveis na Google Play Store. Ainda, a maioria vem de fábrica com permissões de acesso a dados e funções (como microfone e contatos) sem a anuência do usuário. Qualquer programa baixado da loja da Google precisa pedir permissão para acesso a dados e funções do aparelho.

Tais aplicativos são mais comuns em aparelhos mais baratos, principalmente de fabricantes menores. A adição dos apps é uma das ferramentas que elas usam para conseguiram monetizar mais com o dispositivo, permitindo a venda com preço inferior.

Outra preocupação do grupo é que tais apps, por muitas vezes, não são atualizados, exatamente por não pertencerem à Google Play. Assim, caso se descubra alguma vulnerabilidade em algum deles, o usuário também não tera acesso a nenhum patch de segurança.

Até o momento, a Google não respondeu à carta.

Fonte: Pruvacy International

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