Conhecimento público geral sobre ciberataques ainda é baixo, confirma pesquisa

Conhecimento público geral sobre ciberataques ainda é baixo, confirma pesquisa

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 29 de Junho de 2021 às 17h30

Parte do cotidiano de quem acompanha o mundo da tecnologia, os ciberataques ainda são pouco conhecidos entre o público em geral. Segundo uma pesquisa conduzida pela empresa de segurança Armys entre 2 mil profissionais dos Estados Unidos, uma parte considerável deles ainda não têm muito conhecimento sobre os riscos e consequências que ataques virtuais podem trazer.

Dentre os entrevistados, quase 25% não tinha conhecimento sobre o ataque de ransomware que afetou a Colonial Pipelines, maior operadora de oleodutos do país. Além disso, 23% diziam acreditar que a situação não teria grandes impactos sobre a indústria de combustíveis — o ataque fez com que, em maio deste ano, o presidente Joe Biden assinasse uma ordem executiva para reformular a segurança digital do país.

A pesquisa também revelou que mais da metade dos entrevistados desconhecia os ataques realizados em fevereiro deste ano conta o suprimento de água da cidade de Oldsmar, na Flórida. Na ocasião, um hacker acessou remotamente os sistemas de tratamento locais e aumentou o nível de hidróxido de sódio a quantidade 110 vezes maiores do que o recomendado para consumo.

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Falta de conhecimento expõe empresas a riscos

“Esses dados mostram que há menos atenção dos consumidores a esses ataques do que podemos esperar, e a responsabilidade cai sobre os negócios para aumentar suas defesas”, afirma Curtis Simpson, CISO da Armis. A pesquisa também revelou uma tendência perigosa: mais de 50% dos profissionais acreditava que dispositivos pessoais não traziam ameaças a suas empresas, e 70% esperavam trazer equipamentos de suas casas para o escritório assim que o trabalho presencial for retomado.

Para Simpson, os ataques recentes contra empresas de infraestrutura demonstram a grande necessidade de novas políticas de cibersegurança e de programas de conscientização. “Organizações devem ser capazes de saber o que possuem, rastrear o comportamento, identificar ameaças e tomar medidas imediatamente para proteger a segurança de suas operações”, explica.

Fonte: ZDNet

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