Clonagem de WhatsApp: 5 milhões de brasileiros foram vítimas em 2020

Por Ramon de Souza | 27 de Janeiro de 2021 às 19h35
Reprodução/Marcos Paulo Prado (Unsplash)

Os golpes de clonagem e sequestro de WhatsApp já podem ser considerados oficialmente uma das ameaças cibernéticas mais populares do Brasil. De acordo com um levantamento realizado pelo dfndr lab, o laboratório de pesquisas da PSafe, nada menos do que 5 milhões de brasileiros foram vítimas dessa manobra maliciosa ao longo de 2020. Por ser o mais utilizado ao redor do globo, o mensageiro automaticamente vira o favorito dos golpistas.

São Paulo é o estado que concentra o maior número de casos, com 1,2 milhão de registros durante o ano passado; logo em seguida temos Rio de Janeiro com 712 mil, e Minas Gerais com 494 mil. De acordo com Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, os estelionatários continuam aprimorando suas técnicas e estão cada vez mais criativos na hora de abordar os internautas para convencê-los a ceder o código de verificação do WhatsApp.

“Temos identificado diversos perfis falsos nas redes sociais, muitos inclusive se passando por empresas, na tentativa de ganhar a confiança das pessoas. É através de um primeiro contato com a possível vítima, que o golpista utiliza de engenharia social para convencê-la a passar seu código PIN, com o qual pode obter acesso a um WhatsApp indevidamente”, explica o executivo.

“É normal que os criminosos entrem em contato pelos chats das redes sociais, se passando pelo suporte de empresas ou inventando falsas promoções e pesquisas, tudo para conseguir as informações necessárias para aplicar o golpe. Por isso, é essencial prestar muita atenção sempre que um perfil, que supostamente seria de uma marca, entrar em contato com você nas redes sociais”, complementa Simoni.

Riscos pessoais e corporativos

Uma vez que ele tenha invadido a conta da vítima, o meliante passa um tempo “estudando” seu jeito de se comunicar e identificando contatos com os quais ele possivelmente conseguirá pedir empréstimos, como parentes e amigos próximos. Embora os riscos financeiros serem os mais comuns, o pesquisador destaca que há outros perigos envolvidos em um sequestro de um perfil no WhatsApp.

“Ao ter acesso a conta da vítima, o golpista poderá ler tudo que ela compartilhou ou foi enviado para ela, seja dados pessoais, informações sigilosas da empresa em que trabalha, fotos e documentos. Colocar as mãos nesse tipo de conteúdo pode abrir um leque de opções para que os cibercriminosos façam chantagens e apliquem outros golpes com os dados da vítima”, conclui o especialista.

Para se proteger, além de contar com uma boa solução de segurança instalada no celular, é essencial prestar atenção a qualquer abordagem de supostas marcas e empresas nas redes sociais. Jamais informe qualquer código que lhe seja enviado via SMS e ative a autenticação em duas etapas do WhatsApp.

Fonte: PSafe

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