Chefe do FBI no Brasil promete apertar o cerco contra cibercriminosos

Por Ramon de Souza | 30 de Setembro de 2020 às 19h15
Divulgação/FBI

Não é todo dia que você tem a oportunidade de ouvir David Brassanini, diretor de operações do FBI no Brasil, falar a respeito da atuação do órgão a respeito do mundo dos crimes cibernéticos. Mas foi exatamente essa a experiência que os participantes da Cyber Security Summit 2020, conferência online que aconteceu nesta terça-feira (29), tiveram, já que o encerramento do evento ficou por conta de David.

Segundo o especialista, a chave para combater o cibercrime manter uma colaboração internacional — de agências governamentais, setor privado e até mesmo organizações sem fins lucrativos — com o objetivo de manter nossas ações protegidas. “A missão que nós temos é manter os nossos cidadãos e a nossa infraestrutura nacional seguros, pois as ameaças que enfrentamos não param de crescer”, explica. “Estamos acostumados com isso. Quando as coisas ficam difíceis, nós nos adaptamos e evoluímos”.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Durante sua fala, Brassanini ressaltou que as ameaças mais perigosas da área cibernética são oriundas da China — com o intuito de roubar propriedades intelectuais — e da Rússia — que tenta atingir a infraestrutura crítica de outros países. “Não é só nos Estados Unidos. Outros países também são alvos desse direcionamento”, revela.

O diretor comentou ainda sobre o APT41, famoso grupo de hackers estatais chineses que tomaram a mídia recentemente após a revelação de que eles estariam mantendo inúmeras campanhas de espionagem contra empresas norte-americanas. Para David, a ideia do FBI é mostrar, cada vez mais, que esse tipo de ação terá graves consequências, mitigando a atividade criminosa.

“Nossa estratégia, em poucas palavras, é impor riscos e consequências aos adversários cibernéticos. Queremos tornar mais difícil e doloroso para que os criminosos façam o que eles fazem. E a melhor maneira de fazer isso é avançando em nossas legislações e nossas parcerias duradouras, inclusive no Brasil. É uma mudança que queremos desenvolver, pois existe uma inovação que ajuda a todos nós a evoluir para enfrentar esses riscos”, finaliza.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.