Canon se recusa a pagar resgate de ransomware e tem dados vazados na web

Por Ramon de Souza | 15 de Agosto de 2020 às 08h00
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No dia 5 de agosto, a Canon se tornou mais uma vítima do Maze, perigoso ransomware operado pela equipe homônima de cibercriminosos. A gigante nipônica, famosa por suas câmeras fotográficas de uso profissional, acabou vendo vários de seus sistemas e servidores sequestrados pelo software malicioso — ademais, como de praxe, os golpistas aproveitaram para roubar alguns documentos internos da marca.

Tudo indica que a companhia tenha se recusado a pagar o resgate pela liberação de seus computadores, visto que, como prometido pelos operadores do Maze, eles começaram a liberar nesta sexta-feira (14) uma amostra dos arquivos sensíveis exfiltrados durante a invasão. No total, foram liberados na web 2,2 GB de documentos — uma porcentagem ínfima dos 10 TB que teriam sido roubados no total.

Por enquanto, o vazamento é composto apenas por materiais publicitários da Canon, sem a indicação de qualquer informação pessoal, dados financeiros ou propriedades intelectuais da fabricante. Também é possível que os criminosos estejam guardando os trechos mais sensíveis da coleção para um futuro próximo, pressionando ainda mais a diretoria da companhia para tentar o resgate em dinheiro.

Vale lembrar que, até o momento, não sabemos qual seria a quantia requisitada pelos meliantes. Procurada por diversos veículos da imprensa internacional, a Canon não pôde comentar sobre o caso, visto que sua equipe interna está em investigação para tentar reverter a situação.

Fonte: TechRadar

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