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Campanha de phishing mira executivos no LinkedIn com falsos convites de emprego

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Shutter Speed/Unsplash
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Uma nova campanha de phishing no LinkedIn, identificada por especialistas de segurança da ReliaQuest, tem como alvo executivos que usam a plataforma, espalhando anúncios falsos de emprego para enganá-los.

Segundo os pesquisadores, o caso envolve táticas sofisticadas de phishing a partir da combinação de “projetos de testes legítimos de intrusão em Python e carregamento lateral de DLLs" para impulsionar publicidades falsas de oportunidades de trabalho para “alvos de alto valor”.

O relatório aponta que as vítimas são selecionadas cuidadosamente para ataques direcionados. O modus operandi aposta no envio de um convite para um projeto empresarial que possa ser do interesse do usuário, ou uma vaga de emprego que parece imperdível.

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Como o ataque ocorre

Uma vez que o executivo entra em contato com o falso anúncio de emprego, ele é instruído a clicar em um link que instala no dispositivo um arquivo autoextraível do WinRAR. Geralmente, o material vem personalizado, usando o nome e o cargo da pessoa para apresentar um plano de projeto.

Assim que o executivo abre o arquivo malicioso, vários arquivos são extraídos automaticamente. Depois, a vítima abre o leitor de PDF da pasta, sem saber que está abrindo um documento corrompido, uma ação que abre espaço para o carregamento lateral de uma DLL comprometida que executa o código criminoso. Nenhuma dessas atividades acende alertas de segurança no sistema.

Para completar a operação, a DLL adiciona uma chave de “Executar” no Windows para estabelecer persistência, enquanto executa um interpretador Python. No final da ação, o dispositivo da vítima é infectado por um trojan de acesso remoto (RAT), que se comunica com o servidor de comando e controle para roubar dados.

De acordo com a ReliaQuest, o LinkedIn está ciente da campanha e trabalha para impedir as ações criminosas. A recomendação é que usuários tenham cautela com links e downloads suspeitos enviados em conversas privadas.

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Fonte: Tech Radar