Ataques a plataformas de educação online crescem 350% em meio à pandemia

Por Ramon de Souza | 22 de Setembro de 2020 às 20h20
Reprodução: Thomas Park/Unsplash
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Com a pandemia da COVID-19, as instituições de ensino se viram obrigadas a realizar aulas de forma remota, transmitindo conteúdos educacionais através de plataformas de elearning. Segundo um relatório da Kaspersky, esse tipo de ambiente virou um dos principais alvos dos cibercriminosos, sofrendo 350% mais ataques no primeiro semestre do ano em comparação com o mesmo período de 2019.

A principal estratégia dos meliantes é usar ataques de negação de serviço (DDoS), que nada mais é do que a técnica de sobrecarregar a capacidade de um servidor com mais requisições de acesso do que ele pode suportar. Fazendo um paralelo simples, seria a mesma coisa de contratar um exército de pessoas para adentrar em uma loja e sobrecarregar sua capacidade de atender a clientela.

O resultado de ataques DDoS é a queda e interrupção do serviço, que pode durar desde horas até semanas. Isso impossibilita a realização das aulas e atrapalha o cronograma escolar.

Também foram identificadas diversas versões falsificadas de aplicativos educacionais famosos (como Moodle, edX, Coursera e Google Classroom) infectadas com malwares, tal como páginas de phishing direcionadas aos professores. Segundo os analistas, houve um aumento de 20.000% no número de internautas que foram vítimas de códigos maliciosos disfarçados de ferramentas educacionais entre janeiro e junho de 2020.

“A educação a distância tornou-se uma necessidade para milhões de estudantes em todo o mundo e muitas instituições foram forçadas a fazer a transição com pouca ou nenhuma preparação. O consequente aumento da popularidade das plataformas educacionais online, associado à falta de preparação, tornou o setor educacional um alvo ideal para ciberataques”, explica Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil.

“Tendo em conta que muitas escolas e universidades planejam continuar a realizar aulas online, é fundamental que as organizações tomem medidas para proteger os ambientes de educação digital”, finaliza o executivo.

Fonte: Kaspersky

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